9 marcas de moda internacionais para ficar de olho em 2021

por Beta Weber

Depois do primeiro mês de 2021, dá para dizer que o ano se iniciou de vez e, aproveitando esse espírito de renovação, preparei um guia definitivo com as 9 marcas de moda internacionais que merecem sua atenção - e seu follow. De países, estilos e identidades variadas, a ideia é celebrar olhares distintos e se encher de inspiração de looks para roubar já. 

Brother Vellies

A marca: fundada em 2013 pela maravilhosa Aurora James, a Brother Vellies começou produzindo apenas "sapatos com consciência" e, aos poucos, expandiu seu mix para acessórios, sendo hoje uma marca de lifestyle. Aurora é ativista contra o racismo e foi capa da edição de Setembro da Vogue Americana. Ela foi responsável por criar a iniciativa 15% pledge, que busca o compromisso de gigantes da indústria a garantir que 15% do seu inventário venha de marcas e negócios comandados pela comunidade negra. A Sephora é um dos nomes que já assinou. 

O que faz: acessórios que visam manter as tradições africanas, priorizando práticas sustentáveis e confeccionados em lugares como África do Sul, Quênia, Haiti, Etiópia e o berço da marca, Nova Iorque. Além disso, nenhuma peça entra em liquidação, já que eles acreditam que todos seus itens são atemporais. Entre as marcas de moda internacionais que mais ganham relevância pós-pandemia, a Brother Vellies é possivelmente a com maior impacto social. 

E por que seguir? Além dos produtos lindos e de qualidade, a marca se preocupa em oferecer a experiência completa. No site oficial, dá para se registrar na newsletter e receber playlists sazonais, reflexões pertinentes da fundadora e amigos da marca, indicações e, claro, ofertas especiais. Durante a quarentena, eles criaram o projeto Something Special, um programa de assinatura que envia todo mês um item especial desenvolvido pela comunidade global - pode ser uma caneca customizada, um vaso feito por artesãos mexicanos ou meias em material diferenciado. Por fim, há o projeto Bodega, que consiste em colaborações com outros criativos de campos variados sempre focando em destacar talentos e comunicar os princípios que regem a marca.  

O que mais amo: as meias que esgotaram em menos de um dia, batizadas de cloud socks. A renda foi destinada a uma das iniciativas da Brother Vellies cujo objetivo é a distribuição de alimentos no Quênia. Também amo os sapatos cheios de personalidade e com detalhes handmade, e as bolsas com carinha 90s - o meu favorito disparado é o mocassim bicolor.

Medea

A marca: foi fundada em 2018 por irmãs gêmeas italianas, Camilla e Giulia Venturini. A dupla já trabalhava em conjunto como artistas visuais e modelos antes de iniciar a linha de acessórios.

O que faz: é uma marca de bolsas fabricadas na Itália e com design minimalista que se destaca através de comunicação irreverente, referências surrealistas e cartela de tons pastel.

E por que seguir? Depois da febre da bolsa Brooklyn Birkin da marca norte-americana Telfar, o público andava sedento por um novo modelo para desejar. Com linhas simples e clean, essas shopping bags são candidatas perfeitas. 

O que mais amo: a bolsa que parece uma sacola de compras em todas as cores do arco-íris.

Paloma Wool

A marca: criada em Barcelona e batizada com o nome da fundadora, Paloma Wool, é uma marca que rejeita a discrição e a estética minimalista. 

O que faz: roupas irreverentes e criativas, com uma comunicação visual alinhada à mensagem da marca de representatividade e sustentabilidade. 

E por que seguir? Porque a marca tem uma estética natural, que traz um ponto de vista especial para tendências. 

O que mais amo: as segundas peles estampadas! Aliás, estampas são marca registrada da marca. Os conjuntinhos de padronagem gráfica e os suéteres de vibe psicodélica também estão na minha lista de favoritos.

Bode

A marca: criada pela norte-americana Emily Bode e voltada para o público masculino, as roupas da Bode conquistaram também as mulheres no embalo da moda sem gênero. Fãs de Harry Styles vão reconhecer as peças customizadas com espírito boho - ele aparece usando Bode nos clipes de Adore You e Golden.

O que faz: a marca confecciona roupas a partir de materiais reaproveitados. Cada item é único e criado com técnicas ancestrais e artesanais. Tem um certo toque lúdico, unindo moderno e vintage. 

E por que seguir? Porque é meio hippie, meio chic. As peças são fáceis de reconhecer pelas customizações, patchwork, a cartela de tons terrosos e materiais como crochê e camurça.

O que mais amo: as calças e jaquetas feitas sob medida, com desenhos e detalhes que carregam significado especial escolhidos a dedo pelo cliente e incorporados às peças pelo time de design.

Paris Georgia

A marca: lançada em 2015 por duas melhores amigas, Paris Mitchell Tempel e Georgia Cherie, a marca é oriunda da Nova Zelândia e foi inicialmente lançada como coleção cápsula dentro do brechó que a dupla comandava.  

O que faz: roupas com espírito minimalista, sex appeal e clima 90s, cheia de básicos elevados.

E por que seguir? Vale o follow porque acerta em cheio o coração de quem ama a moda dos anos 90, mas com um twist atual. 

O que mais amo: os corpetes estruturados, cardigãs com recortes estratégicos e vestidos do tipo slipdress.

Nensi Dokaja

A marca: a designer albanesa lançou sua marca homônima em Londres, onde se formou na prestigiada Central Saint Martins. 

O que faz: roupas com elegância subversiva em forma de peças desconstruídas. A cartela tem tons neutros com assimetria e recortes irresistíveis.

E por que seguir? Porque é uma marca sofisticada e com um apelo sexy que foge do óbvio - destaque: a modelo Bella Hadid usou em uma premiação no ano passado. Também vale seguir, pois a moda vive um caso de amor com a estética dos anos 90 e é exatamente isso que Nensi Dokaja entrega: um 90's atualizado - pense em um híbrido entre Helmut Lang e Tom Ford, na era Gucci.

O que mais amo: com certeza os tops e vestidos com transparências, recortes e decotes assimétricos.

Marcia

A marca: criada em 2018 por Emma Reynaud, a marca é baseada em Paris e todos os produtos são fabricados na França. 

O que faz: roupas sustentáveis, que unem a nostalgia dos anos 60 com o sex appeal do final da década de 90, início do milênio. Sem contar que tem aquele je ne sais quoi das parisienses. 

E por que seguir? Com certeza você já se deparou com as peças ultra sexy da marca francesa no seu feed e nem sabe. Os modelos vazados viraram hits instantâneos e atendem ao público que sentia falta de uma marca que criasse peças bodycon, sem abrir mão do lado cool.

O que mais amo: as minissaias e os vestidos vazados em materiais e cores variadas.

Charlotte Knowles

A marca: fundada em 2018, a marca londrina foi criada e é desenhada a duas mãos por Charlotte Knowles e Alexandre Arsenault. Antes de começar o próprio negócio, Charlotte passou pelo time criativo de Alexander McQueen e Acne Studios.

O que faz: roupas que remetem ao início do milênio, com estética provocativa e feminina. 

E por que seguir? Apesar de muitos considerarem as peças de gosto duvidoso, a marca oferece produtos de qualidade impecável com acabamento e materiais diferenciados. As inspirações, que celebram a silhueta feminina, vão de corselets à lingerie e moda praia, resultando em itens que agradam um público com olhar mais avant-garde e predileção por looks ousados. 

O que mais amo: os tops e calças tipo segunda pele com recortes e estampas variadas, além das peças em couro trabalhado.

Chopova Lowena

A marca: baseada em Londres, mas fabricada na Bulgária, a marca foi criada em 2017 por Emma Chopova e Laura Lowena.

O que faz: peças com toque punk e ar excêntrico. Materiais reaproveitados ou reciclados são base para as coleções que trazem silhuetas volumosas, referências folclóricas e um ponto de vista marcante. 

E por que seguir? Porque a marca tem a capacidade de emprestar um olhar fresco ao tradicional tartan e renovar a estética punk com formas femininas e atitude moderna. 

O que mais amo: os kilts e vestidos em uma das técnicas que é marca registrada da dupla, o patchwork.

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