Como sair da sua bolha social é importante para evolução

por Aline Santos

Já parou para refletir que às vezes estamos presos em uma bolha social e tudo o que consumimos está dentro de um mesmo contexto? Um restaurante indicado pelas amigas, um perfil no Instagram e até a escolha dos seus livros de cabeceira. Geralmente, buscamos por aquilo que nos é familiar, que já estamos acostumados e traz uma identificação pessoal imediata. Aliás, até o próprio algoritmo das redes sociais nos faz continuar em nossas próprias bolhas.

Ter apenas opiniões baseadas em nossas próprias experiências pode nos levar a uma zona de conforto arriscada. Afinal, acreditamos que o que pensamos é uma verdade absoluta e só ela existe. Mas, as coisas são bem diferentes e viver apenas apoiada em nossas conclusões, pode nos cegar e nos tornar pessoas menos empáticas. 

Para evoluirmos, tanto pessoal quanto profissionalmente, é importante furar as bolhas e abrir o olhar para além do que está ao nosso redor. Por isso, convidamos seis pessoas com vivências e ramos distintos para compartilhar dicas preciosas, que podem nos ajudar nessa jornada de ampliar os nossos conhecimentos.

André Carvalhal - bolha social - furar a bolha - outono - street style - https://stealthelook.com.br
Foto: André Carvalhal (Reprodução/Instagram)

Para o escritor e especialista em sustentabilidade, André Carvalhal, o caminho para furar a bolha é ouvir diferentes histórias. É preciso "buscar ler escritores negros, indígenas e pessoas com diferentes identidades de gênero para que elas nos tragam outras perspectivas de vida", diz.

Manuela Bordasch - bolha social - furar a bolha - outono - street style - https://stealthelook.com.br
Foto: Manuela Bordasch (Reprodução/Instagram)

A fundadora do Steal The Look e do Push, Manuela Bordasch, explica que é preciso consumir conteúdos de pessoas e veículos com opiniões diferentes das suas. "Ouvir, com respeito, quem você discorda é muito enriquecedor", aconselha, "é no diálogo que crescemos e entendemos a dor do outro."

Michele Simões - bolha social - furar a bolha - outono - street style - https://stealthelook.com.br
Foto: Michele Simões (Reprodução/Instagram)

Para a consultora de projetos voltados para a inclusão, Michele Simões, fazer conexões reais e ter curiosidade sobre assuntos desconhecidos são alguns dos caminhos para sair da bolha social. "Siga pessoas de diferentes realidades, se conecte de verdade com elas", conta, "investigue os temas que você desconhece, troque o medo de dar um fora por perguntas que derrubem muros e criem pontes."

Camila Sawamura - bolha social - furar a bolha - outono - street style - https://stealthelook.com.br
Foto: Camila Sawamura (Reprodução/Instagram)

Camila Sawamura, jornalista expert em beleza asiática, conta que para sair da bolha social é preciso transitar por outras realidades e valorizar diferentes culturas. "Eu percebo que a maioria das pessoas gostam da cultura oriental, como, por exemplo, da gastronomia, roupas, J-beauty, K-beauty e afins, mas não valorizam quem faz parte dela."

Camila explica que "isso acaba criando muitos estereótipos e até a falta de representatividade" e reflete que "se você gosta de beleza, que tal seguir uma mulher asiática amarela para saber qual a relação dela com a indústria? Quais são suas dores e amores?!"

Carolina Silvanno - bolha social - furar a bolha - outono - street style - https://stealthelook.com.br
Foto: Carolina Silvanno (Reprodução/Instagram)

A criadora de conteúdo de maternidade e moda, Cá Silvanno, conta que o primeiro passo é se permitir, de fato, furar a bolha social. "Quando saímos de nossas bolhas, conseguimos nos comunicar, entender e respeitar os espaços e os protagonistas de cada história."

Inaê - bolha social - furar a bolha - outono - street style - https://stealthelook.com.br
Foto: Inaê (Reprodução/Instagram)

A nossa look stealer analista de conteúdo, Inaê Ribeiro, compartilha que é preciso dar espaço para ouvir o outro e respeitar opiniões diferentes das nossas. "Acredito que para nossa construção como seres humanos mais empáticos, conscientes e responsáveis é necessário que tenhamos a abertura para ouvir pessoas diferentes e procurar sempre entender o porque ela tem esse pensamento."

Para Inaê, é essencial compreender "o que faz o outro pensar de determinada maneira, qual a sua história de vida e experiências vivenciadas" e completa que "o mais importante é entender que aquilo ali é a verdade de muitos, respeitar as diferenças e não tratar apenas como um experimento social."

Sofia Stipkovic - bolha social - furar a bolha - outono - street style - https://stealthelook.com.br
Foto: Sofia Stipkovic (Reprodução/Instagram)

Segundo a nossa gerente de conteúdo, Sofia Stipkovic, parte importante do processo "é se colocar em lugares desconfortáveis muitas vezes", isto é, sair da zona de conforto da sua bolha social. E acredite, pequenas ações do dia a dia já são capazes de despertar empatia e apresentar um mundo de realidades diferentes da nossa.

Para ela, "seguir perfis completamente diferentes de mim e entre si nas redes sociais, ler veículos diversos e contrários, e conversar com pessoas que não estão no meu círculo me ajuda a ver além do que está na minha bolha." Além disso, "pesquisar por conta (pois, ninguém tem obrigação de me educar, se não quiser), ser ouvinte atenta e interessada, e partir do princípio que 'não, eu não sei tudo' é essencial, na minha opinião."

Você também vai gostar