Como ser um aliado da comunidade LGBTQIA+

por Giulia Coronato

Em junho é comemorado internacionalmente, o mês do orgulho LGBTQIA+. Em um país onde um LGBT é agredido a cada hora e onde a taxa de assassinato de pessoas transexuais é a maior do mundo, esse momento se mostra extremamente necessário e urgente. Ao ler um texto de Rita Von Hunty para a Carta Capital, percebi que esse não é um feriado e não é um momento para comemorarmos, e sim, nos unirmos para encontrar juntos a melhor forma de diminuir os assustadores dados e crescermos como sociedade. Seja você um pertencente da comunidade LGBTQIA+, ou não. 

Para darmos um passo em direção ao futuro e a igualdade, hoje trouxemos ações e comportamentos que podemos por em prática a partir de agora para nos mostrarmos um aliado ativo da comunidade, honrando suas pautas e ouvindo suas diárias dificuldades. Vamos juntos? 

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Foto: Taylor Hill (Reprodução)

_eduque-se

O primeiro passo para ativamente fazer parte da comunidade LGBTQIA+, e todos os outros movimentos sociais, é se educar. Ser um aliado eficaz requer muito mais do que apenas adicionar arco-íris em suas fotos ou ir à Parada Gay. Um aliado é uma pessoa que se esforça para aprender sobre os problemas que a comunidade LGBTQ enfrenta diariamente, só depois de enxergar claramente os problemas e dificuldades, é que uma pessoa será apta à ajudar. É especialmente importante aprender sobre as pluralidades da comunidade, todas as suas siglas, quem elas representam, quais os preconceitos enraizados em nossas falas e ações e muito mais. Faça sua pesquisa e leve a sério o que você está apoiando! Esse já é um grande primeiro passo. 

_se presenciar uma agressão, remova a pessoa da situação

Caso você presencia uma situação de agressão, física ou verbal, a forma mais responsável de agir é remover a vítima da situação. Seja um espectador ativo e tome medidas para diminuir a gravidade do ocorrido. A melhor maneira de intervir é remover com segurança a pessoa que está sofrendo. Leve-a para um lugar onde vocês dois estarão longe de perigo, se afastando do agressor e priorizando a segurança de todos os envolvidos. 

_peça ajuda

O próximo passo é pedir ajuda, informar à alguém de confiança que possa tomar medidas. Por exemplo, se você for um estudante e testemunhar qualquer tipo de violência em direção à um LGBTQIA+, encontre um professor, administrador ou outro adulto de confiança que poderá resolver o problema. Como aliado, procure alguém que tome medidas contra essa violência. É só pressionando e exigindo justiça que finalmente teremos uma mudança.

Caso a violência tenha sido on-line, se caracterizando como um tipo de cyberbullying, a maneira mais eficaz de combater é denunciar as postagens ou os comentários assim que as vir. Incentive a pessoa que está sendo intimidada a fazer o mesmo e, em seguida, oculte e bloqueie qualquer postagem ou pessoa que esteja contribuindo com esse comportamento inaceitável. 

_esteja disposto a ouvir

Por mais bobo que possa parecer, estar disposta a realmente ouvir o que o outro tem a dizer pode ser o mais sábio a se fazer em diversas situações. Depois de testemunhar um ato de violência, é normal estarmos em busca da coisa certa a dizer à vítima. Em vez disso, ouça o que eles têm a dizer e valide suas emoções. Essa é uma ótima oportunidade para aprender mais sobre os problemas que a comunidade em geral enfrenta diariamente. Seus amigos LGBTQIA+ serão seu melhor recurso para compreender a comunidade e também suas próprias experiências pessoais. Ouça-os com o coração e com os ouvidos abertos, disposto a aprender e sabendo que talvez algumas de suas noções preconcebidas podem ser desafiadas e questionadas.

_mostre apoio visualmente

Mostrar apoie visualmente e abertamente é extremamente significativo para a comunidade LGBTQIA+, principalmente para seus amigos pertencentes. Quando você é um aliado engajado, você fala abertamente e deixa as pessoas saberem que elas não têm nada do que se envergonhar por serem quem são ou por amarem quem amam. Envie mensagens de confirmação e lembre seus amigos LGBTQ de que eles nunca estarão sozinhos, participe de marchas, movimentações, assine petições e faça tudo ao seu alcance. 

_reconheça seus erros

Se alguém apontar que algum comportamento ou comentário seu é preconceituoso ou errado, não tente discutir e se justificar, escute o que o outro tem a dizer e esteja disposto a reconhecer seus erros, e consertá-los. Assim como falamos da importância de escutar, reconhecer erros e falhas que fazem parte de nosso vocabulário é um passo indispensável para quem quer ser um aliado da comunidade LGBTQIA+

_pergunte

Está com alguma dúvida em relação à alguém? Não sabe qual pronome usar ou não sabe a sigla certa para definir algo? Pergunte! Normalmente as pessoas estão sempre abertas a esclarecer dúvidas e ensinar aqueles que se mostram interessados. Perguntar é muito melhor do que supor ou somente ignorar, quando nos interessamos e questionamos, abrimos um diálogo e trocamos informações e aprendizados, e só assim aumentamos a comunidade e nos unimos cada vez mais. 

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