Do “miojinho” ao cabelo humano: a evolução das tranças e a febre do estilo boho

por Claudiana Ribeiro

Todo ano vemos novas tendências de cabelo despontarem nas redes sociais, mas existe um movimento que transcende o status de “moda passageira” e se tornou o verdadeiro queridinho dos últimos tempos. Para entender como chegamos ao visual que está dominando o feed de todo mundo hoje, precisamos voltar um pouquinho no tempo.

Lá em meados de 2014 e 2015, o boom da transição capilar mudou a relação de muitas mulheres com seus cabelos. Buscando por métodos que ajudassem a passar por esse processo de forma estilosa e menos dolorosa, as tranças ganharam ainda mais força. Quem lembra do kanekalon? O famoso “miojinho”. Ele foi o ponto de partida para muita gente.

Foto: Clau Ribeiro (Reprodução)

Logo, esse universo evoluiu para as clássicas box braids. E, com os anos, os métodos de finalização também mudaram. Lembra quando a gente cortava as pontinhas ou queimava com isqueiro? Embora muitas ainda curtam esse acabamento, não podemos negar que trançar até o finalzinho, deixando a ponta bem fininha, virou a preferência por um bom tempo. (Eu amo.)

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Nos últimos cinco anos, uma nova febre se instalou: a adição de fios cacheados no meio e nas pontas das tranças.

No começo, a gente fazia isso usando o próprio jumbo, texturizando com água quente e lápis para criar os cachos. A evolução foi a chegada dos cabelos orgânicos, mesclados ao jumbo, com um estilo mais natural, macios e mais fáceis de cuidar também. Não demorou para que o orgânico passasse a dominar toda a extensão do penteado.

Foto: Clau Ribeiro (Reprodução)

E, de uns dois anos para cá, o mercado mudou: o cabelo humano virou o novo desejo. Sabemos que não é a realidade da maioria, já que o valor é bem mais alto, mas quem usa costuma encarar como um verdadeiro investimento. E a verdade é uma só: depois que você testa o cabelo humano nas tranças, é um caminho sem volta! (Desculpa, bolso.)

Por que esse modelo conquistou todo mundo? Além de dar um ar mais natural e menos brilho, ele facilita a finalização (você não precisa trançar até o final) e, quando as pontas começam a embaraçar, basta uma manutenção “rápida”: água e creme, e está pronta. Mas cuidado ao pentear.

Hoje, os modelos Gipsy e Boho são os reis absolutos dos salões e das trancistas. Eles aparecem em todos os comprimentos, volumes, cores e texturas, dos fios mais ondulados aos crespos.

E a tendência foi muito além das tranças. A comunidade das dreads/locs também entrou com tudo nessa onda, adicionando extensões (sintéticas ou humanas) para criar aquele visual “bagunçado chique”. Eu mesma, que já estou há um ano na minha jornada de locs, decidi mudar! Mesmo com poucas referências na internet, me joguei na extensão no formato boho e o resultado ficou incrível.

Olhando para trás e vendo o cenário atual, já podemos considerar as Boho/Gipsy como o cabelo mais popular dos últimos anos e que claramente não vai a lugar nenhum tão cedo.

Mas agora queremos saber de você: já testou esse modelo? Qual material é o seu favorito na hora de trançar? E vamos confessar… às vezes não dá uma saudadezinha daquela box braid clássica e sem mistério também?