Há muito tempo, os piercings deixaram de ser apenas um acessório para se tornar parte da identidade visual de quem usa. E, assim como acontece com o corte de cabelo ou os óculos, existe uma técnica capaz de criar uma composição mais harmônica para cada pessoa: o visagismo auricular.
Segundo a jewelry stylist, Bela Piercer, o processo vai muito além de escolher um ponto aleatório da orelha para perfurar. A proposta é entender o estilo, a personalidade e até mesmo a anatomia de cada cliente para montar uma curadoria de joias que valorize o rosto e reflita sua identidade.
Afinal, o que é visagismo auricular?
O visagismo auricular consiste em analisar o formato da orelha, os relevos da cartilagem e o estilo pessoal para definir quais piercings e joias funcionam melhor em cada composição. A ideia é criar uma curadoria personalizada, considerando desde a mensagem que a pessoa deseja transmitir até o efeito visual que cada perfuração pode gerar.
Segundo Bela, essa análise também observa quais regiões da orelha podem funcionar como pontos de destaque, ajudando a iluminar o rosto e criar equilíbrio na composição.
A escolha do piercing nem sempre é a que você imaginava
Quem chega ao estúdio costuma ter uma ideia pronta de qual piercing deseja fazer, mas nem sempre ela é a melhor opção. Isso porque cada orelha possui uma anatomia única. Em alguns casos, um ponto que funciona muito bem em outra pessoa pode não valorizar o formato da sua cartilagem ou até dificultar a cicatrização.
Por isso, durante a análise, é comum que o projeto inicial mude completamente para uma composição que faça mais sentido tanto esteticamente quanto funcionalmente.

O maior erro durante a cicatrização? Mexer demais no piercing
Quando o assunto é pós-perfuração, Bela afirma que um dos erros mais comuns é limpar o piercing em excesso ou ficar tocando na joia o tempo todo.
Quanto maior a movimentação da região, mais o tecido é irritado — especialmente quando a perfuração é feita na cartilagem, que costuma ser mais sensível e apresentar uma cicatrização mais lenta.
A recomendação é apostar em limpezas suaves, preferencialmente com soro fisiológico. Caso não tenha o produto disponível, água corrente também pode ajudar na higienização. O mais importante é evitar manipular a joia sem necessidade.
Qual piercing costuma doer mais?
Embora a dor seja uma experiência individual, Bela explica que os piercings localizados na parte mais externa da orelha costumam causar mais incômodo durante a cicatrização. O hélix, por exemplo, está em uma região que sofre bastante atrito no dia a dia, seja ao dormir de lado, prender o cabelo ou até vestir roupas e acessórios.
Já perfurações em áreas mais protegidas da anatomia da orelha, especialmente as internas, costumam proporcionar uma adaptação mais confortável justamente por sofrerem menos impacto na rotina.
Ouro ou titânio? Os melhores materiais para o primeiro piercing
Na hora de escolher a joia inicial, o material faz toda a diferença. Segundo Bela, ouro e titânio estão entre as melhores opções por serem metais leves, biocompatíveis e de fácil adaptação ao organismo, reduzindo o risco de irritações durante a cicatrização.

Depois de quanto tempo é possível trocar a joia?
Embora muitas pessoas fiquem ansiosas para mudar o piercing logo após a perfuração, a recomendação é esperar pelo menos 45 dias antes da primeira troca.
Ainda assim, esse prazo pode variar conforme a região perfurada e a evolução da cicatrização. Sempre que possível, a primeira substituição deve ser feita com a orientação do body piercer responsável pelo procedimento.
Em muitos casos, manter a joia original por dois ou até três meses ajuda a garantir uma cicatrização mais completa e torna as próximas trocas muito mais seguras.
@stealthelook Mais alguém aí com hiperfoco em piercing? A @Bela Piercer , responsável pelos novos piercings das look stealers, contou tudo sobre o processo!! ✨#STEALTHELOOK ♬ som original – Steal The Look
Assim como acontece com roupas, maquiagem e corte de cabelo, a composição de joias também pode ser uma forma de expressar personalidade. E, com a ajuda do visagismo auricular, fica muito mais fácil criar uma curadoria que valorize seus traços e reflita quem você é.

