Mas afinal, o que é a menopausa?

por Giulia Coronato

Temida por praticamente todas as mulheres, a menopausa é algo inevitável. A falha natural da produção de hormônios por parte dos ovários é algo completamente normal e já esperado por mulheres adultas que estão na casa dos 40 ou 50 anos. Apesar de não ser uma doença, para algumas mulheres, é como se fosse. Isso porque os efeitos da natural redução de produção de estrógeno, são sentidos de forma intensa, trazendo sintomas desconfortáveis e até dolorosos. Quem nunca ouviu alguém reclamar de uma onda de calor e culpar a menopausa

Apesar do termo popular e do conhecimento público, muito mistério e medo ainda envolvem a menopausa e o período que se antecede à ela. Por isso, nós mergulhamos no assunto e esclarecemos todas as dúvidas, temores e questões por trás do tema. Todos os dados abaixo foram retirados de uma pesquisa publicada no Menopause Review Przeglad Menopauzalny. Vem com a gente: 

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Foto: Grece Ghanem (Reprodução/Instagram)

_o que é?

Você com certeza já ouviu diversas vezes a palavra menopausa, mas o que ela realmente é? A partir dos 40 anos e até aproximadamente os 65 anos, as mulheres têm uma redução fisiológica da produção de hormônios pelos ovários. Esse período é definido como climatério e ele é o responsável pelo o que conhecemos como menopausa. A menopausa é a última menstruação da mulher, confirmada após um ano de amenorreira (ausência de menstruação), devido à ausência definitiva do funcionamento do ovário. Apesar de muitas vezes serem usados como sinônimos, o climatério e a menopausa são situações completamente diferentes. O climatério corresponde ao período de transição entre a fase reprodutiva e não reprodutiva da mulher, em que a mulher ainda tem menstruação. Já a menopausa é caracterizada pela sua ausência completa de menstruação, sendo considerada apenas quando a mulher deixa de apresentar menstruação por, pelo menos, 12 meses seguidos. Ou seja, o climatério antecede a menopausa

_sintomas

Quando uma mulher diz que está sentindo os sintomas da menopausa, ela na verdade está sentindo os sintomas do climatério, que antecedem a menopausa em si. O sinal mais frequente do climatério é a irregularidade menstrual até que, finalmente, a menopausa acontece. A partir daí, podem ser observados diversos tipos de sintomas, como por exemplo:

- Ondas de calor intenso;

- Irregularidade menstrual;

- Sudorese;

- Irritabilidade;

- Alteração de sono ou insônia;

- Alteração de memória;

- Dor na relação sexual (dispaurenia);

- Sintomas semelhantes ao de uma infecção urinária, como o aumento da frequência ao urinar e dor ao urinar. 

- Desânimo;

- Cansaço;

- Dores de cabeça;

- Tontura.

Os sintomas podem acontecer nos dois períodos, tanto no pré quanto no pós-menopausa, alguns se aliviando e outros se agravando com o decorrer do tempo. 

_quanto tempo dura?

Tanto os sintomas da menopausa, como o tempo de duração de todo o processo, são totalmente variáveis de mulher para mulher. O climatério normalmente tem início entre os 40 e 45 anos da mulher e dura até à última menstruação, que corresponde ao início da menopausa. É comum que o climatério dure entre 12 meses até 3 anos, podendo ser mais ou menos. 

_tem cura?

A menopausa não é uma doença, então ela não tem uma cura. Mas, os sintomas do climatério podem ser bastante desconfortáveis e interferir diretamente na qualidade de vida da mulher. Por isso, diversos ginecologistas recomendam o tratamento com terapia de reposição hormonal, com o objetivo de regular os níveis de hormônios e, assim, aliviar os sintomas. Este tipo de tratamento consiste na administração de estrogênios ou da combinação de estrogênio e progesterona. 

Mas, além da terapia hormonal, uma vida saudável influência absurdamente nos sintomas do climatério. Ter uma alimentação saudável e equilibrada, pobre em doces e gorduras, e a prática de atividades físicas, aliviam (e muito!) os sintomas desse período, além de promoverem o bem-estar e diminuírem o risco da ocorrência de algumas doenças, principalmente câncer de mama e doenças cardíacas e ósseas, que são mais comuns em mulheres na pós-menopausa.

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