O que acontece quando uma criança deixa de brincar?

por Aldeiaaaaa

Tente lembrar de uma cena qualquer da sua infância. Talvez tenha uma bicicleta largada na calçada. Um pega-pega que começou sem ninguém combinar. Uma sala transformada em cabana com lençóis e almofadas. Bonecas espalhadas pelo chão. Uma bola, um quintal, uma árvore que alguém decidiu que era um castelo.

Nossas lembranças de infância envolvem sempre uma coisa muito simples: brincar.

E brincar, a ciência já sabe, está longe de ser apenas uma maneira de ocupar o tempo das crianças. A Academia Americana de Pediatria define a brincadeira como parte importante do desenvolvimento infantil. É brincando que crianças exercitam habilidades cognitivas, físicas, sociais e emocionais. Nas brincadeiras com outras crianças e com adultos, também desenvolvem linguagem, autorregulação, capacidade de colaboração e resolução de problemas.

No Brasil, a importância do brincar também é reconhecida pela legislação: brincar, praticar esportes e divertir-se estão entre os direitos previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. O problema é que encontrar espaço, e tempo, para tudo isso ficou mais complicado.

Afinal, as crianças estão brincando menos?

Não existe uma explicação única para isso. A própria Academia Americana de Pediatria já chamou atenção para a redução do tempo dedicado ao brincar livre entre parte das crianças e aponta uma combinação de fatores: rotinas familiares mais aceleradas, maior atenção às atividades acadêmicas e extracurriculares e menos espaço para brincadeiras conduzidas pelas próprias crianças.

Há também uma mudança evidente na maneira como o tempo livre é ocupado. Em uma pesquisa realizada pela OnePoll com 3 mil adultos e crianças, em 2022, apenas 27% das crianças de 6 a 16 anos disseram brincar regularmente fora de casa. Entre os baby boomers entrevistados, 71% disseram que faziam isso durante a própria infância.

A comparação entre gerações tem limitações, as cidades mudaram, as famílias mudaram e a própria ideia de segurança e autonomia infantil mudou. Ainda assim, o dado ajuda a colocar uma pergunta importante na mesa: quanto espaço estamos deixando para uma criança simplesmente brincar?

Foi justamente dessa reflexão que nasceu “Brincar é Nosso Esporte”, movimento criado pela Bibi Calçados para lembrar algo que, muitas vezes, acaba ficando em segundo plano: antes de qualquer modalidade, treino ou competição, a principal atividade física da infância sempre foi correr e brincar.

Essa ideia ganhou vida no Bibi Play, um movimento que acredita que correr, brincar, explorar e descobrir o mundo através do corpo faz parte de uma infância mais saudável, feliz e conectada ao que realmente importa, e no evento promovido pela marca, o brincar se tornou o protagonista desta experiência. Em vez de transformar o movimento em obrigação, a proposta foi criar um espaço onde as crianças pudessem fazer aquilo que sabem naturalmente: explorar, correr, imaginar e brincar.

E aí correr ganha outro significado. Correr é a primeira forma de liberdade que a criança experimenta, e é um movimento mais instintivo da criança, antes de ser treino, pace, quilometragem ou aplicativo no relógio de um adulto, correr já fazia parte da infância. 

Movimento não precisa ser aula

Quando adultos falam em combater o sedentarismo, é comum pensarmos imediatamente em esporte, aula ou exercício físico. Para uma criança, movimento pode ser algo muito menos organizado.

Pode ser pega-pega, subir e descer do sofá, correr atrás de alguém, inventar uma pista de obstáculos, pular, dançar, escalar, explorar.

A própria Organização Mundial da Saúde inclui brincadeiras e jogos entre as formas de atividade física para crianças. Para as de 3 e 4 anos, a recomendação é de pelo menos 180 minutos de atividades físicas variadas ao longo do dia; dos 5 aos 17 anos, a orientação é uma média de pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa ao longo da semana.

Ou seja: antes de pensar em performance, talvez seja mais interessante pensar em movimento.

E aí correr ganha outro significado. Antes de ser treino, pace, quilometragem ou aplicativo no relógio de um adulto, correr já fazia parte da infância. Criança corre para alcançar outra criança. Corre porque está atrasada para o pega-pega. Corre porque inventou uma competição que provavelmente vai durar três minutos. Às vezes, corre sem motivo nenhum.

Bibi Play Run

Pé de criança não é igual ao pé de adulto, e criança não corre como o adulto corre. O tênis infantil não pode ser apenas uma versão menor de um tênis adulto.  

O Bibi Play Run surgiu a partir da escuta e da cocriação junto de especialistas, para acompanhar o jeito natural das crianças correrem, brincarem e se desenvolverem. Um olhar para as necessidades e tecnologias que respeitem o movimento natural infantil, trazendo todos os benefícios e estímulos naturais que as crianças precisam para explorar o corrida do jeito que deve ser na infância : divertida, espontânea e cheia de descobertas, e não uma versão adultizada do esporte.

O Bibi Play Run une leveza, respirabilidade, estabilidade e flexibilidade para favorecer movimentos mais livres e naturais, além de tecnologias desenvolvidas pensando no conforto e no desenvolvimento saudável dos pés infantis.

Mais do que adaptar referências do universo esportivo adulto, a Bibi parte das necessidades reais da infância para criar um tênis feito de criança para criança.

Porque, para elas, correr não é sobre chegar primeiro. É sobre brincar. 

E foi olhando para a infância de hoje  cada vez mais cercada por telas e menos atividades que nasceu o Bibi Play : Um movimento que acredita que correr, brincar, explorar e descobrir o mundo através do corpo faz parte de uma infância mais saudável, feliz e conectada ao que realmente importa.

Brincar é nosso esporte

E esse é o convite da Bibi com “Brincar é Nosso Esporte”: lembrar que uma infância ativa não começa necessariamente com uma criança aprendendo uma modalidade esportiva. Ela começa quando existe tempo, espaço e liberdade para brincar.

Porque brincar não é o intervalo entre as coisas importantes da infância. Brincar é uma das coisas mais importantes da infância. E toda a criança merece viver a infância em movimento.

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