O que está por trás do boom do moletom?

por Beta Weber

Desde o início da quarentena os feeds do Instagram, e muito possivelmente o seu armário, foram inundados por conjuntinhos de moletom. Pode parecer que a febre nasceu junto com a pandemia, mas como tudo na moda, esse boom é resultado de um processo que, apesar de acelerado pelo momento atual, já vinha se desenhando há certo tempo. 

Calma que a gente explica: Dois fenômenos chave para impulsionar essa tendência são os conceitos de athleisure, roupas que combinam performance esportiva com lazer, e loungewear, roupas para relaxar e descansar. O nascimento e sucesso dessa dupla tem tudo a ver com a mudança de tom da moda, cada vez menos ditatorial, embalada por consumidores mais empoderados, informados e com acesso à infinitas opções. Com o dia a dia corrido, a necessidade de peças que unem estilo e forma, tragam funcionalidade e praticidade são requisitos fundamentais. Adicione à equação o crescimento exponencial das marcas de streetwear e está formado o cenário (quase) perfeito.

A realidade que estamos vivendo em 2020 elevou à tendência a patamares nunca esperados. O distanciamento social sacudiu completamente nossos hábitos, transformando casas em escritório, academia, restaurante e bar. Se antes já estávamos hiperconectados e dependentes das telas, agora elas são ao mesmo tempo nossas fontes de entretenimento e distração, assim como principal instrumento de trabalho (quem também não vai sentir falta do Zoom?). Viramos chefs de cozinha especializados em banana bread, artistas de tie dye, dançarinos do TikTok e maratonistas de todo catálogo do Netflix. E qual look usar para encarar essa nova rotina? 

Difícil passar o dia todo de calça jeans ou terninho sentada na mesa de jantar, mas ficar de pijama o dia inteiro pode comprometer nossa produtividade. Normalmente priorizamos gastos em peças que vamos usar em público e menos pensamento é concentrado no que usamos em casa, quando o passar tempo dentro do lar se tornou a norma, fomos surpreendidos pelo fato que não tínhamos alternativas adequadas.

A ideia de se vestir para impressionar foi ultrapassada pela ideia de se vestir para se sentir bem, traduzido em materiais aconchegantes e flexíveis.

A ideia de se vestir para impressionar foi ultrapassada pela ideia de se vestir para se sentir bem, traduzido em materiais aconchegantes, flexíveis, que inspirem o toque e permitam que a gente faças todas nossas atividades com conforto. Chegando então no apelo irresistível do moletom, que corresponde à todas expectativas de praticidade, mas que não precisa ser tão básico. 

A moda se baseia em criatividade e a utiliza para despertar desejo, por isso os modelos foram ganhando novas adições e sendo adaptados para agradar um número maior de consumidores que normalmente não sentiriam vontade de usar o item. Abrindo espaço para um novo segmento de marcas dedicadas exclusivamente a trazer toques especiais e elementos diferenciados: investindo em materiais nobres, versões monocromáticas neutras com ar cool 90’s, apostando na cartela de cores vibrantes para trazer alegria, silhuetas marcantes, apelando para nostalgia com inspiração vintage, estampas variadas… Garantindo assim que o impulso estético seja atendido, mas sem abrir mão do conforto. 

Vocês foram atingidos pelo boom do moletom?

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Foto: Brittany Xavier, Emili Sindlev, Vitoria Fiore, Marina Ruy Barbosa (Ginger) (Reprodução/Instagram)


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