O que é? O que é? Não é sapatilha, não é tênis e também não se encaixa como sneakerina, mas consegue atender a todos esses públicos? Deem boas-vindas ao sapato de jazz.
Uma alternativa entre a leveza das sapatilhas e o conforto dos tênis, o modelo carrega a dança em sua essência, porém imbuído de um apelo mais cool e urbano. A silhueta remete ao guarda-roupa masculino, aliada à maleabilidade dos calçados típicos do uniforme das dançarinas, garantindo leveza e mobilidade.

Há quem se refira ao modelo como Oxford ou Derby, e faz sentido: é uma versão modificada desses estilos. A principal diferença está no solado: enquanto os tradicionais costumam ser mais robustos e rígidos, a versão jazz é maleável e mais delicada.

E quem é o responsável por resgatar o modelo em 2026? Michael Rider, o atual diretor criativo da Celine, que já aposta no sapato de jazz desde sua primeira coleção.
Na passarela do Verão 26 da marca, surgiu em preto, branco, vermelho, azul, e lima arrematando os mais diversos looks e comprovando, na prática, que vai com tudo.
Rider vem atualizando as peças essenciais do armário dos parisienses, injetando uma dose de moda preppy americana à usual fórmula sofisticada e nonchalant. Pois é, o modelo não é novidade. A Celine oferece a releitura de um velho conhecido francês, presença confirmada nas composições há mais de cinco décadas.
Sim, na verdade, é a Repetto, tradicional marca francesa, com seu Oxford chamado Zizi, que detém o carimbo original na moda. O nome homenageia a dançarina Zizi Jeanmaire, nora de Rose Repetto, para quem o sapato foi criado. Desde o seu lançamento nos anos 70, ele virou queridinho de ícones como Serge Gainsbourg e Mick Jagger.

A Celine não é a primeira a sugerir o modelo. Nos últimos anos, marcas como Jacquemus (que colaborou com a Repetto), The Row, Loewe e Ami criaram suas interpretações, mas só agora as ruas parecem acompanhar.
E não é só impressão nossa. O sapato de jazz da Celine figura na quarta posição dos itens mais quentes no último trimestre segundo a plataforma Lyst. De acordo com os dados divulgados, as buscas pelo sapato aumentaram 300% nos últimos 90 dias.

Na temporada atual, apareceu em outras coleções: No Resort 2026 da Proenza Schouler.

Na Jil Sander, onde o bico normalmente amendoado ganha contorno mais afiado.
E no desfile mais recente da COS.
Legal, agora que a gente revisou a história e as passarelas, como incorporar o modelo na prática? É bem mais fácil do que você imagina.
Vale registrar que o branco é o mais polêmico e o mais badalado.

como usar o sapato de jazz
Charlize Theron optou por look P&B com saia de apelo girly e casaco de alfaiataria.

Que tal um mix de athleisure na jaqueta com algo mais retrô, como a saia floral em paleta neutra?

Sobreposição e malharia para brincar com cores primárias, a forma favorita da nova Celine. A camada branca aparecendo sob o suéter ajuda a criar unidade com o sapato da mesma cor.

O trench coat também entra em cena e, somado à camisa listrada e à malha amarrada na cintura, invoca o espírito preppy.

Com jeans destroyed, jaqueta de vibe clássica e muitos acessórios, no melhor estilo básico, pero no mucho.
Várias inspirações para aderir e incrementar as produções com calças de modelagem mais baggy.

Tracee Ellis Ross elegeu o vermelho para combinar com o look de couro total, o design clean do sapato de jazz permite que cores vibrantes se destaquem ainda mais.
O preto é curinga, substituindo com desenvoltura composições que poderiam tranquilamente ser feitas com sapatilha ou loafer.

Com cartela de tons outonais para um look confortável que fica mais arrumadinho graças à escolha do sapato de jazz.

Em preto lustroso ele perde um pouco da casualidade e funciona com texturas encorpadas.
Agora a gente quer saber: o que você acha do sapato de jazz?
