Sempre que penso em uma viagem, meu foco vai direto para o roteiro. Os cafés que quero conhecer, os restaurantes que salvei, os museus, as lojas… O hotel normalmente entra na lista como um lugar para dormir entre um compromisso e outro.
Foi na minha primeira vez em Paris, a convite do SO/ Paris, que percebi como ele pode mudar completamente a experiência. Em três dias, entendi que a proposta do hotel vai muito além da hospedagem. A sensação é que o SO/ Paris funciona como uma extensão da própria cidade, principalmente se você gosta de moda, design, gastronomia… tudo o que faz Paris ser Paris!

E se você, assim como eu, gosta de aproveitar cada minuto da viagem, sabe que a localização faz toda a diferença. Em vez de perder tempo cruzando Paris de um lado para o outro, tudo fica mais fácil e o dia rende muito mais. O SO/ Paris fica entre o Marais e o Sena, perto de vários lugares que normalmente entram em qualquer roteiro pela cidade. É uma daquelas coisas que parecem pequenas antes da viagem, mas fazem uma diferença enorme quando você está lá.
Foi só depois de conhecer melhor o hotel que entendi por que ele é tão diferente. Desde a arquitetura até os mínimos detalhes, tudo foi pensado para criar uma conexão com o universo da moda. O prédio faz parte de um projeto de revitalização urbana assinado por David Chipperfield, enquanto os interiores levam a assinatura do RDAI, estúdio responsável por centenas de boutiques da Hermès ao redor do mundo. Até os uniformes da equipe foram desenhados por Guillaume Henry, conhecido pelo trabalho na Patou.
E isso aparece o tempo todo. Na decoração, nas obras de arte (são 122 espalhadas pelo hotel!), nas vistas para Paris e até na forma como os espaços foram pensados. É um daqueles hotéis que fazem você querer reparar em tudo, sabe?
Essa relação com a moda também aparece nas experiências criadas para os hóspedes. Em vez de oferecer apenas passeios tradicionais, o hotel faz parcerias com marcas e instituições que apresentam um lado de Paris que dificilmente entraria em um roteiro comum.
Um dos exemplos é a parceria com a Samaritaine, uma das lojas de departamentos mais icônicas de Paris. O SO/ Paris oferece aos hóspedes uma experiência de personal shopping no Appartement de la Samaritaine, um espaço reservado que normalmente recebe celebridades, clientes VIP e grandes nomes da moda. Antes mesmo da viagem, um stylist entra em contato para entender seu estilo, preferências e necessidades e prepara uma seleção de peças para a sessão. O mais interessante é que essa experiência, que normalmente é exclusiva e paga, é oferecida como cortesia para quem está hospedado no hotel.
Outro momento que me marcou foi a visita ao Institut Français de la Mode. Diferente de uma visita tradicional, tivemos acesso aos bastidores de uma instituição que normalmente não abre esse tipo de tour para o público. Para quem gosta de moda, é muito interessante conhecer de perto um dos lugares responsáveis por formar profissionais que ajudam a construir a indústria criativa da cidade.
Tudo isso me fez perceber como o SO/ Paris não usa a moda apenas como inspiração para a decoração ou para o posicionamento da marca. Ele cria formas de conectar os hóspedes ao ecossistema criativo de Paris. E quando você entende quem está por trás de tudo isso, a cidade ganha outra dimensão.
Essa proposta continua dentro do próprio hotel. O Bonnie, restaurante, bar e clube que ocupa os últimos andares do prédio, foi praticamente o cenário da viagem inteira. O café da manhã acontece ali, com uma vista que faz qualquer pessoa perder alguns minutos olhando pela janela antes de começar o dia. À noite, o ambiente muda completamente e o espaço ganha outra energia, funcionando como restaurante, bar e, mais tarde, clube. É difícil acreditar que tudo acontece no mesmo lugar.
Outro destaque foi conhecer a parceria com a Maison CODAGE. A marca francesa desenvolve tratamentos e produtos de skincare personalizados para as necessidades de cada pessoa, e o spa do hotel segue exatamente essa proposta. Depois de dias andando por Paris, foi uma pausa mais do que bem-vinda.
Também tivemos a oportunidade de conhecer a experiência criada em parceria com a Veuve Clicquot, que transforma um dos programas mais clássicos do verão parisiense, o piquenique às margens do Sena, em uma experiência pensada nos mínimos detalhes. É o tipo de programa que combina perfeitamente com a proposta do hotel de fazer os hóspedes viverem Paris de um jeito diferente.
No fim da viagem, o que mais ficou comigo não foi um quarto bonito ou uma vista incrível (embora ambos existam!). Foi perceber que um hotel também pode mudar a forma como a gente conhece uma cidade.
Saí de Paris com a sensação de que ainda tenho muito para descobrir. Mas também voltei convencida de que escolher onde ficar faz muito mais diferença do que eu imaginava. Quando a hospedagem deixa de ser apenas um lugar para dormir e passa a fazer parte da viagem, tudo muda.

