A paleta de cores de 2026 que remete ao oceano e a pedras preciosas, composta por variações de turquesa, menta, verde-agua e azul claro, é a mais nova aposta das passarelas e das ruas. Apelidada de aquamarine, ela evoca imagens aquáticas, do mar às piscinas, trazendo frescor e leveza aos looks.
Após um longo período em que os neutros imperaram, a cartela desponta como uma forma de introduzir cor sem a intensidade das tonalidades primárias.
Talvez você tenha reparado na predileção recente por esses tons nos tapetes vermelhos, mesclando uma vibe meio sereia com uma boa dose de glamour. O acabamento frequentemente iridescente e brilhante conecta diretamente com a pedra preciosa que nomeia a tendência.
Sarah Pidgeon surgiu no red carpet em um vestido verde-água provando que não é só o estilo de Carolyn Bessette, personagem que interpreta na série Love Story, que merece atenção. Seus looks fora das telas são igualmente lindos.
Kendall Jenner também optou por um modelo na paleta, mas aqui, o escolhido foi o azul claro. Em comum com a produção de Sarah, ambos são assinados pela Chanel.
O que nos leva a um dos principais responsáveis pelo status badalado da cartela: Matthieu Blazy. Desde que assumiu a direção artística da Maison, o designer vem apostando consistentemente nas tonalidades, tornando-se um de seus maiores entusiastas. Dentre os vários itens viralizados de sua coleção de estreia, os sapatos e bolsas em verde-água correm na frente.
Além de incorporar as cores individualmente, seu combo preferido parece ser tons de vermelho e bordô, uma proposta moderna e pouco óbvia.
Na alta-costura, a família aquamarine surge em versões fluidas, em degradê, além de peças de construção artesanal. A afinidade continuou no Inverno 26, comprovando que o gosto de Blazy pela paleta não é passageiro.
Durante a temporada, outras marcas reforçaram o coro e trouxeram leituras variadas, assim como mais possibilidades de combinações. Na Valentino, Alessandro Michele repetiu a dupla favorita de Blazy. Já na The Row, raramente afeita a efeitos coloridos, o azul aparece em meio a neutros, em um vestido que remete à superfície de uma piscina.
Na Loewe, o azul vem com preto para um resultado mais gráfico. Aliás, peças de inspiração esportiva são uma das formas mais atuais de aderir aos tons.
O azul claro, quase gelado, cai bem com cores quentes, como o vermelho, como visto na Prada, ou laranja, como na proposta ousada de Jonathan Anderson na couture da Dior.
Com variações mais sóbrias, como o camelo, caso da Marc Jacobs, o contraste ganha outra dimensão. Na Schiaparelli, o impacto fica nas jóias, iluminando a composição. Ou nos detalhes, como pequenos tesouros com o poder de transformar o resultado final.
O impacto pode ficar nas jóias, iluminando a composição, ou nos detalhes, como pequenos tesouros com o poder de transformar o resultado final.
Na prática, investir em complementos pode ser uma boa porta de entrada para experimentar: iluminando uma composição mais fechada, com tons pastel delicados ou com efeito combinadinho na bolsa e no sapato. Além disso, o color blocking pode ser mais intenso, sem fugir do tema, ou então misturando as tonalidades de forma suave em clima dolce far niente.
Outras maneiras de usar são combinado com jeans para um ton sur ton mais casual, apenas como um ponto de cor em meio a uma cartela mais sóbria ou até com o queridinho amarelo manteiga, que é um parceiro improvável, mas que funciona.
A rainha Aquamarine, Addison Rae, usou um vestido em látex em sua passagem pelo Brasil.O aspecto quase líquido do tecido deixa o mood aqua ainda mais evidente.
E, claro, vale lembrar que a beleza não precisa ficar de fora: a make em tons aquamarine também pode entrar na roda.
cores de 2026: roube algumas peças estilosas
