Por que a Madonna decidiu revisitar a era Confessions depois de 20 anos?
Antes de tudo, uma coisa é certa: quando a Madonna lança um álbum novo, a internet inteira para para ouvir. E foi exatamente isso que aconteceu com “Confessions II”, lançado em 3 de julho de 2026. O disco chega como uma continuação de Confessions on a Dance Floor (2005), álbum que apresentou ao mundo “Hung Up”, um dos maiores hits — e, para muitos fãs, a música mais icônica — da carreira da Rainha do Pop. De quebra, o projeto ainda marca o reencontro com Stuart Price, produtor que ajudou a construir o som daquela era.
Agora, se você ainda não deu play em Confessions II, mas está curiosa para entender por que tanta gente está falando sobre ele, a gente facilita. Separamos os principais destaques do álbum — das participações especiais ao conceito por trás das faixas — para te convencer de que ele merece um espaço na sua próxima playlist. Vem ver.

tudo sobre o álbum Confessions II
Se Confessions on a Dance Floor virou um dos álbuns mais marcantes da carreira de Madonna, Confessions II mostra que ela ainda sabe exatamente como transformar uma pista de dança em um álbum inteiro. A proposta é revisitar a energia do clássico de 2005, mas com uma sonoridade atual e sem ficar presa à nostalgia.
Logo nas primeiras faixas, “I Feel So Free“, “Good for the Soul” e “One Step Away” já deixam claro o que vem pela frente: um disco pensado para ser ouvido em sequência, como se você estivesse acompanhando um único DJ set do começo ao fim.
O reencontro com Stuart Price, produtor do Confessions original, faz toda a diferença no resultado. Ao lado de nomes como Andrew Watt, Arca, Cirkut e Mirwais, ele entrega uma mistura de disco, house, techno e pop eletrônico que faz referência a diferentes momentos da música dance, mas com a identidade da Madonna o tempo todo.
As participações especiais também merecem atenção. Stromae, Feid, Sabrina Carpenter e Lola Leon, filha da cantora, aparecem ao longo do álbum, cada um trazendo uma camada diferente para o projeto. Aqui, me permito destacar “Bring My Love“, parceria com Sabrina que já tinha dado o que falar no Coachella e finalmente ganhou sua versão de estúdio.
Depois de explorar sonoridades bem diferentes em álbuns como “Hard Candy”, “MDNA”, “Rebel Heart” e “Madame X”, Madonna volta a apostar em um conceito único do começo ao fim. E, quando o disco desacelera em “LES Girl“, fica a sensação de que ela revisita toda a própria trajetória para mostrar que, mais de 40 anos depois, continua fazendo exatamente o que sempre fez de melhor: reinventar a própria música.
a estética do álbum
Se você é do time que presta atenção em cada look de um clipe, pode ter certeza de que Confessions II não decepciona. Lançado em junho de 2026, “Confessions II – The Film” acompanha as seis primeiras faixas do álbum e transforma pouco mais de 14 minutos em um verdadeiro editorial de moda.
Além de reunir participações de Sabrina Carpenter, Feid, Lourdes Leon, Kate Moss, Amelia Gray, Arca e até dos jogadores Cole Palmer e João Pedro, atacante brasileiro do Chelsea, o curta entrega uma estética que mistura o universo rave com referências militares.
E os figurinos merecem um capítulo à parte. Em vez de apostar em uma única marca, a produção combina peças de diferentes grifes e mistura couro, alfaiataria desconstruída, transparências, espartilhos e lingerie aparente. O resultado passeia entre referências de Balenciaga, Rick Owens e Hood By Air, enquanto a faixa “Bring My Love” resgata toda a energia da cena clubber de Nova York dos anos 1980 e 1990, com aquele toque de Jean Paul Gaultier e Dolce & Gabbana que faz parte da história fashion de Madonna.

