Precisamos Falar Sobre Métodos Contraceptivos: Anel Vaginal

por Lara Lincoln

Entre tantos métodos contraceptivos disponíveis no mercado, um vem chamando a atenção de mulheres que procuram por alternativas mais práticas do que a pílula mas que ainda não estão dispostas a passar por um procedimento, como a implantação do DIU. O nome dele? Anel vaginal

Aprovado pelo FDA, agência reguladora de medicamento dos Estados Unidos, em 2002, o anel é composto por etinilestradiol, mesmo estrogênio que está presente na maioria das pílulas combinadas, e o progestagênio etonogestrel. Seu formato é simples e se parece muito com uma pulseira elástica, o que também facilita a colocação que é muito semelhante a dos absorventes internos. “O anel vaginal possui grande aceitabilidade pelas pacientes por ser fácil de inserir e retirar”, conta a ginecologista e obstetra, Dra. Laura Bonfim.

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Como funciona?

O anel vaginal deve ser inserido assim como um absorvente interno (na posição em que cada mulher se sentir mais confortável). Assim que colocado, ele fica encostado à parede vaginal e, aos poucos, libera os hormônios progesterona e estrogênio que são absorvidos pela mucosa vaginal (um nível hormonal é constantemente observado no sangue) evitando a liberação de óvulos pelo ovário. Além disso, ele também ajuda no espessamento do muco cervical que desfavorece a penetração dos espermatozóides. 

Segundo a Dra. Laura Bonfim, a própria paciente deve inseri-lo entre o 1º e 5º dia do ciclo menstrual, tomando o cuidado de usar preservativo nos primeiros 7 dias. “Ele proporciona liberação diária de 120mcg de etonogestrel e 15 mcg de etinilestradiol por 3 semanas. Uma pausa de 7 dias deve ser feita e novo anel deve ser inserido”, explica a ginecologista. O período menstrual deve começar durante essa pausa, processo muito semelhante ao uso da pílula. 

Além da facilidade de colocação, o anel vaginal não interfere e não deve ser retirado durante relações sexuais, já que não é possível sentir o contraceptivo. De acordo com Laura Bonfim, a região mais profunda da vagina não possui sensibilidade tática, sendo assim, não é possível sentir incômodos com o anel. “A posição do anel também não interfere em sua eficácia, basta estar confortável”, conta a Dra. Laura.

Se usado exatamente como a instrução, a eficácia do anel vaginal é de 99%, sendo tão eficaz quanto às pílulas combinadas mais modernas e com doses baixas de hormônio. Outro fator que contribui pela procura do anel vaginal como método de contracepção é a praticidade do anticoncepcional. Diferente das pílulas que precisam ser administradas diariamente, o anel vaginal é trocado apenas uma vez ao mês, o que facilita para mulheres que costumam esquecer frequentemente o uso da pílula. No entanto, vale a ressalva de fazer a pausa de sete dias após três semanas e trocar o anel em seguida. 

Assim como a pílula, o anel vaginal pode ser comprado em farmácia. No entanto, ele não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), como os métodos: DIU de cobre, pílula anticoncepcional, minipílula, injeção mensal ou trimestral, camisinhas feminina e masculina, pílula de emergência (dia seguinte), diafragma e laqueadura. 

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Foto: Foto: (Divulgação)

Esqueci de colocar, e agora?

De acordo com a ginecologista, se o anel permaneceu mais de três horas fora da vagina durante a primeira ou segunda semana de uso, a eficácia estará reduzida e deve-se associar a um método de barreira, a camisinha, por sete dias. Nesse caso, não é necessário trocar o anel, apenas deve ser enxaguado e recolocado logo em seguida. Porém, se essa permanência ocorreu na terceira semana, deve-se descartar o anel e inserir um novo, assim, iniciando um novo ciclo de três semanas.

Usar a contracepção de barreira também é indispensável caso você tenha esquecido de recolocar o anel após a pausa de sete dias: coloque o anel assim que lembrar e use camisinha por sete dias.

Efeitos sentidos pelo corpo

Segundo Laura Bonfim, os efeitos são semelhantes ao da pílula, já que o anel vaginal também é um método combinado. Os mais comuns são: cefaléia (termo médico para dor de cabeça), aumento na sensibilidade das mamas, diminuição da líbido, náuseas e, menos comum entre as mulheres, ocorrências de hipersensibilidade ao anel e vaginite. 

O anel é contraindicado em casos de hipertensão arterial sem controle, diabetes melittus, câncer de mama, hepatite aguda, sangramento vaginal não diagnosticado, cefaléia com aura, entre outros fatores que devem ser acompanhados com um ginecologista.

Anel Vaginal e camisinha

Assim, como outros métodos contraceptivos, o anel vaginal previne a gravidez mas não protege contra doenças sexualmente transmissíveis. Tenham consciência, usem camisinha - ela ainda é o único método de prevenção à DST.

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