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6 Medos Fashion Dos Quais Me Libertei

por Andressa Almeida

Não tem jeito, por mais que a gente esteja a cada dia tentando se descontruir mais e mais, muitas atitudes/manias nossas ainda passam desapercebidas.

Você já deve ter visto por aqui quando dei 10 dicas para melhorar sua autoestima, certo? Se não viu, basta clicar aqui! Umas das dicas para melhora de autoestima é desconfiar dos seus pensamentos. Sim, desconfie de si mesma e do que você acredita. Será que certas convicções, principalmente de feio e bonito, são suas ou são ideias que a sociedade fez você acreditar e você tomou como sua verdade? Pois é, se pararmos para analisar alguns julgamentos e autocríticas, veremos que não fazem muito (nenhum) sentido. E quando envolve moda e forma de se vestir, como anda sua autoestima? Talvez aí seja uma das partes que mais "pegam", certo? Falo por experiência própria. Percebi que muitas vezes estava com a teoria da autoestima toda alinhada em meus pensamentos e sentimentos, mas na hora de me vestir, nem questionava certas crenças que eu tinha e que me faziam sofrer sem eu perceber.

Por isso, a ideia é dividir algumas regras que eu mesma tinha ao me vestir e que fui me libertando. Na verdade, estou me libertando ainda, pois tudo é um processo, nada acontece de uma hora pra outra. O fato de eu ter "quebrado" a regra, não quer dizer que nunca mais vou lidar com a questão ou cair nessa "armadilha" novamente, e sim que já foi um passo a mais rumo à autoconfiança na hora de me vestir. Certo? Então vem ver essas regras fashion que quebrei e me diga se você se identifica com alguma delas. 

Braços de fora: usar regatas, blusas com recortes cavados que mostrem as axilas (e suas gordurinhas) sempre foi uma questão pra mim. Desde que estava muitos quilos mais magra já me sentia pressionada por não ter um "braço padrão" e automaticamente não deixá-los à mostra. Sempre me incomodei com o fato deles serem mais grossos e  "espalharem", queria morrer quando apareciam em alguma foto com o corpo de perfil. Em 2018, em um dia quente que fui me vestir, eu estava com muita vontade de colocar algo fresco, porém, que não mostrasse os braços, claro. Percebi naquele momento minha angústia entre querer algo fresco e coberto ao mesmo tempo, e quando a regata era uma opção, o casaquinho, o quimono ou qualquer sobreposição não poderia faltar. Foi aí que me liguei que não poderia mais fazer aquilo comigo e ficar uma vida passando calor simplesmente por vergonha de mostrar os meu braços. Depois da primeira vez, foi libertador! Isso sempre mexeu demais comigo.

Usar biquíni: taí um dos momentos de maior paradoxo que eu tinha no ano: a vontade sempre foi que as férias (leia-se praia) chegassem logo e em contraponto, o desespero de ter que vestir um biquíni, e se a viagem incluísse amigos junto, terror na terra (leia-se minha mente). Em 2018 também foi o ano de eu enfrentar esse medo, resolvi que queria viver os momentos e não focar em me esconder atrás de uma canga/almofada/shorts/saída de praia e etc... Percebi que a partir do momento que eu me "assumisse" com o corpo que tenho, nada seria big deal, entende? Ou seja, eu não dando tamanha importância, deixaria de ser importante. As pessoas não estão tão preocupadas assim com seu corpo quanto você pensa, pelo contrário, elas estão olhando para seu próprio umbigo achando que estão todos preocupados com ela, percebe? É um ciclo vicioso. O primeiro momento foi estranho e um pouco constrangedor, mas depois que você pensa "esse é meu corpo e é assim que vão me ver aproveitando esses dias de praia" você vê que o monstro da tua mente não existe.

Usar decote ou deixar os seios aparentes: sempre associei os meus seios grandes à vulgaridade ou resultado de eu estar gorda, o que me fazia automaticamente sempre querer escondê-los. Mais uma crença que eu nunca tinha parado pra questionar até me deparar com a vontade de usar uma tendência que estava amando: sutiã aparente com blusa tule. Percebi que não julgava ninguém que usava, pelo contrário, achava lindo até chegar a minha vez. Foi nesse dia (foto acima) que decidi sair assim com a tendência que eu gosto hehe. Outro ponto que me ajudou muito a me desprender dessa insegurança foi dar o follow em meninas com seios maiores, a própria Ahsley Graham foi uma delas. Dessa forma eu passei a admirar esse aspecto no corpo de outras mulheres e vi que poderia refletir isso pra mim.

Não precisar sempre de uma terceira peça para me esconder: o lado bom de trabalhar com moda é saber usar as roupas ao seu favor, acho maravilhoso conseguirmos através das peças valorizar nosso corpo de acordo com o que mais gostamos. Porém, notei que usava alguns truques para me esconder e disfarçar partes que eu odiava em mim, ou seja, usava os truques de styling de uma forma negativa. Um dos truques que sempre usava era o de usar uma terceira peça alongada para disfarçar meu corpo e me esconder. Quanto menos pele à mostra, sempre foi melhor. Então abusava de blazers, chemises e casaquetos. Não que eu não use mais terceiras peças, longe disso, mas me permito também sair apenas de top e saia em dias quentes, tudo bem eu deixar meu corpo em maior evidência, isso não é crime. 

Não precisar de  casaco na cintura pra esconder o bumbum: essa "regra" tem muito a ver com a da terceira peça, pois o casaco na cintura era a terceira peça que não podia faltar para esconder meu ~grande~ bumbum. Minha bunda é grande sim e daí? Não são só as Kardashians que têm esse direito hahah. Acho fundamental observarmos o quanto tentamos disfarçar aspectos nossos como se fossem errados sendo que somos assim e tá tudo bem.

Mostrar a barriga: barriga pra mim sempre foi um ponto crítico, pois na minha cabeça era algo que denunciava muito se a pessoa (euzinha) é gorda ou não. Por isso, jamais quis mostrá-la. Com biquíni então, só se for com short de cintura alta, canga, e sem jamais sentar e deixar minhas dobrinhas à mostra. Mais uma vez, quando mudei minhas referências de beleza através das influenciadoras que eu seguia, comecei a ver beleza nas barriguinhas fora do padrão e entender que as dobrinhas fazem parte da anatomia humana, sim, algo que deveria ser muito óbvio, né? Ainda não sou fã de barriga de fora em looks, principalmente com umbigo de fora (o meu tem cicatriz do piercing que usei por anos), mas hoje em dia quando aparece acho até charmoso, sabe? Sabe aquele frase "a beleza está nos olhos de quem vê"? Pois é.

No fim, é tudo questão de amor próprio, olhar pra si com mais carinho e cuidado é fundamental. 

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