As marcas e suas cores icônicas.

por Beta Weber

Dos clássicos como o azul Tiffany e o laranja Hermès, aos mais recentes como o verde Bottega, há anos marcas têm utilizado cores icônicas para reforçar suas mensagens. Alguns cases são tão bem-sucedidos que se tornaram até mais reverentes e reconhecíveis que os tradicionais logos. O nome mais recente a aderir ao método foi a Maison Valentino, que estreou o Pink PP em seu desfile de Outono/Inverno 2022, realizado em março, durante a Paris Fashion Week

A apresentação da maison italiana foi monotemática. Da passarela, passando pelas paredes, chegando na sombra utilizada nos olhos das modelos e, claro, em mais da metade dos looks desfilados, uma única cor dominou: o rosa vibrante. Desenvolvido especialmente pelo time criativo, comandado pelo designer Pier Paolo Piccioli, em parceria com o instituto Pantone, o Valentino Pink PP foi o eleito para representar o novo mood da marca. Ou seja, otimista e moderno, e celebrando a individualidade. O pink predominante dividiu espaço apenas com looks em preto, escolhidos para enfatizar ainda mais a aposta cromática.

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Foto: Lily Collins (Reprodução/Schiaparelli)

Vale lembrar que a introdução de um outro rosa - o choque - na moda, foi a criação de Elsa Schiaparelli, durante os anos 30. Sua versão lembrava o fuchsia, e surgiu pela primeira vez na embalagem de seu perfume best seller, batizado de 'Shocking'. Segundo a designer, o tom era "chocante e puro", digno de se tornar marca registrada da grife, que o utiliza até os dias de hoje.

Uma cor para chamar de sua é um dos desejo das marcas, sempre em busca de elementos novos para se tornarem imediatamente reconhecíveis. Mais sutis que logos, um tom único é instrumento valioso para reforçar a identidade e a personalidade. O conceito funciona quando transcende apenas os produtos, se estendendo por toda comunicação visual, passando por embalagens, sacolas, design gráfico e até o interior das lojas. Tudo milimetricamente pensado para reforçar os códigos e universo de cada uma. 

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Foto: Hermès (Reprodução/Instagram)

Um dos maiores exemplos de cores icônicas é o laranja Hermès, parte indissociável da marca francesa. Cuja origem, por incrível que pareça, não foi exatamente planejada. Durante a Segunda Guerra Mundial, matérias primas se tornaram escassas e uma das vítimas foi o papel bege, normalmente utilizado pela grife para confeccionar suas embalagens, e a opção disponível para substituir? Sim, o tom cítrico que se tornou característico. Desde os anos 60, a cor é oficialmente patenteada. O laranja Hermès virou sinônimo de luxo, tradição e excelência.

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Foto: Hermès (Reprodução/Instagram)

A linha de maquiagem, lançada ano passado, claro, também oferece produtos no "Orange boite", ou "laranja caixa".

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Foto: Tiffany & Co. (Reprodução/Instagram)

O azul Tiffany é uma variação de turquesa, e existem algumas teorias sobre o motivo pelo qual o fundador da joalheria, Charles Lewis Tiffany, ter eleito a tonalidade, que se tornou tão popular. Ele acreditava que ao avistá-la, sem nada escrito ou em contextos distantes dos produtos de luxo, a cor seria imediatamente associada à Tiffany e suas preciosidades.

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Foto: Fendi (Reprodução/Instagram)

Menos comentado, mas igualmente importante, o amarelo característico da Fendi, foi batizado de 'Pergamena', em homenagem ao nome do couro de tonalidade amarelada, que se tornou carro-chefe da marca. Além disso, a escolha simboliza o clima iluminado e solar da Itália, seu país natal.

Dior - grife - cores icônicas - marcas - cinza - https://stealthelook.com.br
Foto: Dior (Reprodução/Instagram)

Na Dior, um cinza é o protagonista. O tom sóbrio era o favorito de Christian Dior, por sua capacidade de combinar com tudo e se manter chique em qualquer circunstância. Em 2018, a atual diretora criativa, Maria Grazia Chiuri, utilizou uma cartela de mais de 50 variações de cinzas para colorir o desfile de alta-costura da maison francesa. Desde então, a tonalidade, em intensidades diversas, do mais escuro ao prateado, está sempre presente.

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Foto: Bottega Veneta (Reprodução/Instagram)

Nos últimos anos, o exemplo mais relevante é o da Bottega Veneta. Quem não lembra do verde Bottega, aka parakeet green, que tomou o mundo da moda por assalto? De repente, um verde de tonalidade bem específica estava por tudo, e foi responsável por estabelecer o novo momento da grife, sob comando de Daniel Lee. A febre foi tamanha, que a cor foi além de sua utilização para estabelecer os códigos da label, expandindo para a moda como um todo, e indo parar nas vitrines e no guarda-roupa de grande parte da turma fashionista.

Supreme e Nike - Nke - cores icônicas - marcas - vermelho - https://stealthelook.com.br
Foto: Supreme e Nike (Reprodução/Instagram)

O fenômeno alcançou o streetwear com a ascensão da marca Supreme e seu vermelho inconfundível. Vermelha também é a sola dos calçados, assinados por Christian Louboutin, que são tão cobiçados e copiados, que precisaram ser patenteados pelo estilista de acessórios. 

Será que o Pink PP vai conseguir se juntar ao time seleto das marcas com cores icônicas?

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