Como o bullying na infância pode influenciar a autoestima na vida adulta
A volta às aulas na escola costuma vir acompanhada daquele frio na barriga de reencontrar os amigos e iniciar uma nova fase. Mas, para muita gente, essa expectativa não é positiva e pode despertar sentimentos como ansiedade, insegurança e medo. O bullying na infância ainda é uma realidade presente em muitas escolas e, quando ignorado, pode deixar manchas invisíveis que se estendem até a vida adulta. Falar sobre o assunto é o primeiro passo para acolher, conscientizar e prevenir impactos duradouros na autoestima e na forma como essas pessoas se enxergam no mundo.
Nos unimos à Vanish em sua campanha #VanishSalvaSeuUniforme, que lançou, em 2025, um curta-metragem premiado em Cannes, chamado “A Mancha do Bullying” e que, em 2026, foi transformado em um livro, com o objetivo de incentivar conversas dentro de casa e alertar pais e responsáveis sobre as consequências do bullying na infância. Ao lado da marca, Flávia Alessandra e Giulia Costa compartilharam relatos pessoais que mostram como essas experiências podem impactar o emocional desde cedo, e levantaram uma pergunta essencial: o que essas vivências silenciosas podem gerar ao longo da vida?

bullying na infância e os impactos na vida adulta
Para aprofundar esse olhar, conversamos com o pedagogo Benjamin Horta, que trouxe uma perspectiva técnica sobre como o bullying se manifesta, como pode ser identificado e de que forma influencia a autoestima e o comportamento ao longo da vida.
como identificar o bullying?
O primeiro desafio é reconhecer que o bullying está acontecendo, algo que nem sempre é simples, já que muitas crianças sentem vergonha ou insegurança para falar sobre o que vivem. Segundo Benjamin, é fundamental observar mudanças sutis de comportamento, como isolamento, silêncio excessivo, alterações de humor, queda no rendimento escolar e até manchas no uniforme podem ser sinais de alerta. E é nesse último que Vanish se conecta com o tema, indo além da funcionalidade do produto. Se a marca já é sinônimo de resolver as manchas físicas dos uniformes escolares, agora a ideia é auxiliar na remoção das "manchas emocionais" causadas pelo bullying, incentivando o diálogo como principal via de cura e prevenção.

Giulia Costa complementa a reflexão a partir da própria vivência: “O bullying muitas vezes começa no olhar, naquele julgamento irracional que, sem dúvidas, afeta a autoestima. Entendi que mudar a aparência nunca resolve um problema que é estrutural, o bullying não está na roupa, está na falta de empatia. A pressão para se encaixar existe para muita gente, principalmente na adolescência. Por isso, acho essencial fortalecer o autoconhecimento e lembrar que o olhar do outro fala muito mais sobre quem julga do que sobre quem é julgado.”
bullying x cyberbullying
No ambiente digital, os efeitos do bullying podem ser ainda mais intensos. A violência deixa de ser pontual e passa a ser pública, constante e difícil de controlar, inclusive dentro de casa, que antes era vista como um espaço seguro. Como destaca Giulia, a internet amplia tudo e reforça a necessidade de conversas mais profundas sobre empatia, responsabilidade digital e limites.
Leia também: Os filtros do Instagram estão impactando negativamente nossa autoestima?

as consequências na vida adulta
De acordo com o especialista, o bullying na infância pode gerar marcas emocionais profundas e duradouras, que se refletem diretamente na vida adulta. “Essas experiências muitas vezes acompanham a pessoa por anos. É comum vermos adultos com dificuldade de se reconhecer no espelho, baixa autoconfiança e uma sensação constante de inadequação, o que influencia a forma como se percebem e se posicionam no mundo.”
A busca por validação não termina com o fim da fase escolar. Quando não ressignificada, ela pode acompanhar o adulto em diferentes momentos da vida, levando à modificação de comportamentos, à negação da própria identidade e ao esforço constante de se moldar aos outros por medo de rejeição, reflexos diretos das feridas deixadas pelo bullying.
ressignificação e diálogo
O diálogo é uma das ferramentas mais poderosas no combate ao bullying, tanto na escola quanto dentro de casa. Flávia Alessandra reforça a importância desse cuidado: “Escuta sem julgamento, diálogo constante e presença. Criar um ambiente onde o filho se sinta seguro para ser quem é.”
Ambientes onde o bullying é tolerado afetam toda a comunidade escolar. Crianças que presenciam esse tipo de violência também podem desenvolver insegurança e ansiedade. Falar sobre bullying é essencial para transformar histórias. Escutar, acolher e agir faz diferença na vida de quem enfrenta — ou já enfrentou — essas experiências em silêncio, ajudando a ressignificar o passado e compreender que a violência sofrida não define quem alguém é.

Para incentivar ainda mais o diálogo e a escuta ativa, Vanish, Giulia Costa e Flávia Alessandra aprofundam o tema no novo episódio do podcast Pé No Sofá. Para conferir, é só clicar aqui!
