Descubra o que é bom para pele ressecada no dia a dia 

por Sophia Cavallaro

Se você sente que a pele muda completamente durante o inverno, saiba que não está sozinha. Com a queda das temperaturas e o ar mais seco, o ressecamento costuma aparecer com força total — e não é só aquela sensação de pele repuxando depois do banho. Muitas vezes, ele vem acompanhado de descamação, sensibilidade, falta de viço e até coceira.

Por trás desses sinais existe um motivo: quando a pele perde água e lipídios, sua barreira de proteção também fica mais fragilizada. E a verdade é que alguns hábitos bastante comuns da estação, como tomar banhos muito quentes ou exagerar nos ativos da rotina de skincare, podem agravar ainda mais a situação.

Por isso, entender o que é bom para pele ressecada vai muito além de escolher um bom hidratante. Alguns ingredientes ajudam a recuperar a barreira cutânea, enquanto pequenas mudanças na rotina fazem uma diferença enorme no resultado final. Para entender quais cuidados realmente funcionam, conversamos com a Dra. Monisa Nóbrega, que explicou os principais sinais da pele ressecada e os ativos que vale a pena incluir no dia a dia.

Descubra o que é bom para pele ressecada no dia a dia 
@oliviaburguet (Reprodução/Instagram)

A pele ressecada acontece quando existe uma deficiência de água, lipídios ou dos dois ao mesmo tempo. Como consequência, a barreira cutânea fica mais fragilizada e tem mais dificuldade para manter a hidratação natural da pele. Os sinais costumam aparecer aos poucos. Aquela sensação de repuxamento depois do banho, a textura mais áspera ao toque e a perda do viço já são alguns dos primeiros indícios. Em casos mais intensos, também podem surgir descamação, sensibilidade e coceira.

Vale lembrar que a pele não precisa estar visivelmente descamando para estar ressecada. Muitas vezes, o desconforto e a sensibilidade já mostram que a barreira de proteção precisa de atenção.

diferença entre pele seca e pele desidratada

Apesar de parecerem a mesma coisa, pele seca e pele desidratada não são sinônimos.

A pele seca é um tipo de pele que produz menos oleosidade naturalmente, por isso, costuma precisar de fórmulas mais nutritivas para manter o equilíbrio. Já a pele desidratada é uma condição temporária causada pela falta de água. E ela pode acontecer em qualquer tipo de pele, inclusive nas oleosas.

É justamente por isso que muitas pessoas acreditam que não precisam de hidratação porque têm a pele oleosa, quando, na verdade, estão lidando com um quadro de desidratação.

Descubra o que é bom para pele ressecada no dia a dia: modelo deita na cama com máscara facial e blusa canelada branca.
@lojsanwallin (Reprodução/Instagram)

O clima frio e a baixa umidade do ar estão entre os principais fatores por trás da pele ressecada, mas existem outros hábitos bastante comuns que também contribuem para o problema.

Banhos muito quentes, uso excessivo de sabonetes, esfoliação em excesso e o uso inadequado de ácidos podem comprometer a barreira cutânea e facilitar a perda de água.

Nos últimos anos, os dermatologistas também passaram a observar um aumento dos casos relacionados ao excesso de skincare. Quando a rotina acumula ativos demais, a pele pode ficar sensibilizada e começar a apresentar sinais de ressecamento.

quando o ressecamento pode ser sinal de algo maior?

Nem sempre a falta de hidratação é a única explicação para uma pele ressecada. Quando o quadro é persistente ou aparece acompanhado de vermelhidão intensa, coceira frequente e fissuras, pode existir alguma condição dermatológica associada.

Dermatite atópica, dermatite de contato, psoríase e alguns tipos de eczema estão entre as causas mais comuns. Por isso, se os sintomas não melhorarem mesmo com uma rotina adequada de cuidados, vale buscar orientação dermatológica.

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@bilgeyenigul (Reprodução/Instagram)

Quando o assunto é recuperar a hidratação da pele, alguns ingredientes costumam se destacar por atuarem diretamente na barreira cutânea.

As ceramidas e o esqualano ajudam a reforçar a proteção natural da pele e reduzem a perda de água ao longo do dia. Já o ácido hialurônico e a glicerina atraem e retêm hidratação, contribuindo para uma aparência mais viçosa.

O pantenol e a niacinamida entram como ótimos aliados para quem também está lidando com sensibilidade e vermelhidão, enquanto a ureia costuma funcionar muito bem em regiões mais ásperas, como pés, joelhos e cotovelos.

A combinação desses ativos ajuda a recuperar o conforto da pele e fortalecer sua capacidade de manter a hidratação por mais tempo.

Modelo posa de regata branca com pele luminosa e frasco preto sofisticado. Texto: LA MER THE NIGHT RECOVERY CONCENTRATE
@smeanj (Reprodução/Instagram)

A recuperação da pele ressecada depende mais da constância dos cuidados do que da quantidade de produtos na bancada. Uma rotina eficiente costuma seguir três pilares básicos: limpeza suave, hidratação adequada e proteção solar diária.

Pequenos hábitos também fazem diferença. Diminuir a temperatura do banho, evitar excesso de esfoliação e aplicar hidratante com frequência ajudam a preservar a barreira cutânea e reduzir a sensação de desconforto.

rotina para pele ressecada no rosto

  1. Limpeza: opte por sabonetes suaves, especialmente se a pele já estiver sensibilizada.
  2. Hidratação: o hidratante é o protagonista da rotina. As peles secas costumam se adaptar melhor a fórmulas em creme, enquanto as oleosas e desidratadas geralmente preferem texturas mais leves, como gel-creme.
  3. Proteção solar: finalize com protetor solar todos os dias. Mesmo no inverno, a exposição aos raios UV pode contribuir para o enfraquecimento da barreira cutânea e para a perda de hidratação.

rotina para pele ressecada no corpo

  1. Prefira banhos mornos e rápidos: a água muito quente remove a proteção natural da pele e pode agravar o ressecamento.
  2. Pegue leve nas buchas: o uso frequente pode sensibilizar a pele e comprometer ainda mais a barreira cutânea.
  3. Hidrate logo após o banho: aplicar o hidratante com a pele ainda levemente úmida ajuda a reter a água e potencializa a ação do produto.
  4. Não pule a hidratação diária: a consistência costuma fazer mais diferença do que investir em fórmulas extremamente potentes.

cuidado noturno para pele ressecada

  1. Aposte em hidratantes mais nutritivos: durante a noite, a pele passa por um processo natural de recuperação, o que torna esse período ideal para investir em fórmulas focadas na hidratação e na reparação da barreira cutânea.
  2. Priorize ativos reparadores: segundo a Dra. Monisa, produtos com ação reparadora podem potencializar a recuperação da pele enquanto você dorme.
  3. Revise o uso de ácidos: se a pele estiver sensibilizada, vale reduzir temporariamente a frequência de ativos mais agressivos para evitar que o ressecamento piore.
  4. Foque na recuperação da barreira cutânea: em momentos de maior sensibilidade, fórmulas calmantes e hidratantes costumam ser mais interessantes do que tratamentos intensivos.
Descubra o que é bom para pele ressecada no dia a dia com modelo de roupão branco, toalha e café na cama acolhedora.
@whatgigiwears (Reprodução/Instagram)

Receitas caseiras costumam fazer sucesso nas redes sociais, mas elas não substituem uma rotina adequada de cuidados.

Misturas com açúcar, limão ou bicarbonato podem causar irritação, manchas e pequenas lesões que acabam piorando o ressecamento. Quando o objetivo é recuperar a hidratação da pele, uma rotina simples, consistente e com produtos formulados para essa finalidade costuma trazer resultados muito mais seguros.

Quando a pele chega a um nível mais intenso de ressecamento, a coceira e a descamação costumam aparecer juntas. Embora esses sintomas possam ser consequência da própria falta de hidratação, eles também podem estar relacionados a condições como dermatite atópica, dermatite de contato, eczema ou psoríase.

Se a coceira for persistente, surgirem rachaduras dolorosas ou houver vermelhidão intensa, vale procurar avaliação dermatológica para identificar a causa e iniciar o tratamento mais adequado.