Entre o Jazz e a Old Hollywood: tudo o que você precisa saber sobre Laufey
Talvez você já conheça Laufey, afinal, a cantora entrou para o Billions Club do Spotify com o hit From The Start em janeiro deste ano. Ou talvez já tenha ouvido falar da artista por sua relação com a bossa nova e por como o ritmo brasileiro aparece com força em suas canções — algo que ela nunca escondeu, inclusive sendo admiradora de Astrud Gilberto. No entanto, se você ainda não sabe quem ela é, talvez esse seja o seu sinal para dar uma chance à sua música.
o que você precisa saber sobre a Laufey
Nascida em Reykjavík, a islandesa-chinesa se formou na Berklee College of Music e, claro, tem talento de sobra para instrumentos: toca violão, piano e violoncelo. E, apesar de ter ganhado ainda mais visibilidade recentemente, especialmente após viralizar no TikTok, a artista já soma dois prêmios Grammy Awards na carreira: o primeiro veio em 2024, na categoria de Melhor Álbum de Pop Tradicional, com o álbum Bewitched; e, em 2026, ela repetiu o feito com A Matter of Time.
Laufey também ficou conhecida por ter sua própria estética, o Laufeycore. Repleto de referências hiperfemininas, com um ar quase etéreo e toques retrô de décadas passadas, o estilo é sustentado pela cantora também nos palcos. Vestidos longos e fluidos, babados que flertam com o boho dos anos 70, delineados que remetem à maquiagem no melhor estilo old Hollywood e acessórios que variam entre colares longos, laços e sapatos Mary Jane — o coquette em sua melhor essência.
Tudo isso, misturado à sua voz poderosa e às suas músicas de jazz, faz da artista uma referência moderna (mesmo com inspirações vintage) para as novas gerações. O styling acompanha o som: nostálgico e romântico.
Também dá para reconhecer ainda mais da estética de Laufey ao assistir aos seus clipes. O mais recente, Madwoman, estrelado por Hudson Williams, Alicia Liu, Megan Skiendiel e Lola Tung, traz uma estética vibrante e retrô, com referências claras ao modernismo espacial do fim dos anos 60, acompanhando a vibe que faz da cantora um nome para prestar ainda mais atenção.
Enquanto isso, para suas turnês e outros eventos, Laufey colabora com a stylist Leith Clark, também responsável pelos looks de Parker Posey e Lily Allen. Juntas, elas mantêm a narrativa lúdica e quase “de conto de fadas” construída pela cantora dentro e fora dos palcos.
No entanto, Junia Lin Jónsdóttir, irmã gêmea de Laufey (sim!), também participa do processo criativo, atuando muitas vezes como sua diretora criativa.
Entre as grifes que a acompanham, Dior, Chanel e Valentino fazem parte do seu catálogo frequente — o que faz todo sentido, especialmente na Valentino sob o olhar de Alessandro Michele, cujas referências dialogam diretamente com o estilo da cantora.
Ainda assim, ela não se limita a essas grifes. Para seus shows, os figurinos variam de acordo com o mood (concert hall vs. palco pop, por exemplo) e Laufey explora looks customizados de marcas como Rodarte e Louis Vuitton.
Fora dos palcos a estética é quase a mesma. Visuais com inspirações preppy acompanhados de meias 3/4, boinas e minissaias.
E, para quem sempre pede para que os artistas venham ao Brasil (o icônico come to Brasil), vale lembrar: a cantora já passou por aqui em junho de 2025, quando se apresentou para milhares de fãs e conheceu, pela primeira vez, o país que tanto a inspira na hora de compor.
Agora, em setembro deste ano, ela retorna como headliner do Palco Sunset no Rock in Rio e já estamos todas ansiosas para ver sua apresentação. E aí, você já era fã de Laufey ou pretende adicioná-la à sua playlist agora? Seja como for, ela vale a experiência de um bom jazz autêntico e romântico.
