Tudo o que você precisa saber sobre Slayyyter, a promessa do hyperpop
Um dos nomes revelação do Coachella 2026, a “Worst Girl in America” tem ganhado cada vez mais destaque no meio musical graças a sonoridade energética e sua estética nada óbvia.
O apelido se refere ao visual messy adotado pela cantora — muito comparada com a Ke$ha de 2010, que abraça o estereótipo experimental e expansivo, tanto no figurino quanto na música. Não por acaso, o título também foi atribuído ao terceiro álbum de estúdio da artista, lançado em 27 de março de 2026.
A seguir, te contamos tudo sobre a Slayyyter — da música ao estilo excêntrico. Olha só:

tudo sobre Slayyyter
Criada em um trailer no Missouri, no subúrbio dos Estados Unidos, Slayyyter, anteriormente conhecida como Catherine Garner, teve um início de carreira comum entre artistas, com o lançamento independente de algumas faixas no Soundcloud em 2018 — você provavelmente a conhece por “Mine”, lançada no início do ano seguinte.
Não demorou muito para o reconhecimento chegar. Ainda no início da carreira, veículos renomados como Rolling Stone, The Fader e V Magazine já aclamavam a musicalidade autêntica presente em seus primeiros singles. Em 2019, a artista colaborou com Charli XCX e Kim Petras no single Click, o que contribuiu para sua consolidação como um nome potente do hyperpop, subgênero do pop reconhecido pelo instrumentalismo experimental.

seus primeiros lançamentos
Seu primeiro álbum de estúdio veio em 2021 pela gravadora Fader. Troubled Paradise contou com influências claras de Avril Lavigne, Gwen Stefani e Lady Gaga, nomes já citados anteriormente pela cantora quando questionada sobre suas referências na indústria musical. O lançamento foi um marco na carreira da artista — além de ser sua estreia formal, a desprendeu da influência dos 2000 que cultivou durante sua primeira era.
O electropop e rock foram algumas experimentações do disco, presentes em faixas como "Venom", "Self Destruct" e "Dog House", que contam com batidas fortes e industriais.
Em 2023, a artista lançou seu segundo álbum de estúdio. STARFUCKER explora uma visão satirizada de Hollywood, ironizando a vaidade e cultura das drogas entre celebridades. Em entrevista a Interview Magazine, Slayyyter explica que, durante a produção do disco, suas maiores influencias foram do techno alemão.
"Eu realmente não estava ouvindo muita música pop além de Kylie Minogue e Madonna, [em vez disso] eu estava ouvindo muito club techno alemão que ouvia quando estava em turnê pela Europa e artistas pós-punk dos anos 80 que têm linhas de base escuras dos anos 80".

wor$t girl in america
Seu lançamento mais recente, WOR$T GIRL IN AMERICA, apresenta uma versão ainda mais autêntica da artista e foi bem recebido pela crítica, com nota de 85 no Metacritic. Além disso, a divulgação para seu show no Coachella, que acontece no dia 10 de abril, também contribuiu para a popularização do álbum.
A produção aborda temas mais pessoais e tenta fugir do pop mainstream, reforçando a vontade da cantora de construir sua própria história fora dos padrões da indústria.

estilo pessoal autêntico
Sua musicalidade é refletida quase que integralmente em seu estilo pessoal. Botas altas, faux fur e rendas são itens assinatura da cantora, com referências explícitas ao contexto interiorano em que cresceu. A influência do boho também é presente — os cintos statement e as peças fluidas são indispensáveis em suas produções.
O olho, ora esfumado preto, ora com pontos de iluminação, se destaca como ponto alto da beleza da cantora e reforça o estereótipo messy e rebelde atribuído a si mesma. Em contraste, nos lábios, os tons neutros e sóbrios tomam conta. A maquiagem se torna um ponto de atenção na construção da persona 'bagunçada'.
Entre estilo e sonoridade, Slayyyter se afirma como um dos nomes mais autênticos e interessantes da indústria. Te convenci a dar uma chance para a artista?
