Essas são as bolsas de grife mais desejadas do momento

por Izabela Suzuki

Jonathan Anderson revisitou a Book Tote e criou a Cigale dialogando com a herança da Dior; Matthieu Blazy ampliou um dos maiores ícones da Chanel; Alessandro Michele mergulhou no imaginário boêmio da Valentino. O resultado? Bolsas de grife que rapidamente conquistaram o mercado de luxo e seus consumidores mais assíduos. Sejam celebridades, fashionistas ou colecionadores, é bem provável que pelo menos uma entre os nove modelos abaixo tenha conquistado um espaço em seus corações (e closets, rs).

Entre releituras e relançamentos que respeitam os códigos de cada maison, essas são algumas das bolsas mais desejadas de 2026 — seja por apresentarem uma nova interpretação de clássicos já consagrados ou porque, no fim das contas, todo mundo quer um pedaço da história da moda para chamar de seu.

Foto: @tumcial (Reprodução/Instagram)

Dior Book Tote reinterpretada por Jonathan Anderson

A estreia de Jonathan Anderson na Dior marcou uma mudança de linguagem para a maison. Em vez de abandonar os ícones criados por Maria Grazia Chiuri, o estilista optou por reinterpretá-los com uma estética mais sóbria e intelectual e a Book Tote foi uma das peças centrais dessa novo momento de Anderson. Na coleção de estreia, a bolsa apareceu com linhas mais limpas, novas proporções e acabamentos menos ornamentados.

Foto: Jennifer Lawrence (Reprodução/Instagram)

Dior Cigale por Jonathan Anderson

No entanto, entre as novidades apresentadas por Jonathan Anderson, a Dior Cigale foi apontada como a grande candidata ao posto de próxima it bag da maison. Inspirada em um vestido histórico do arquivo da Dior e com um formato curvo e estruturado, ela traduz a obsessão do estilista por objetos que parecem esculturas.

Foto: Harry Styles (Reprodução/Backgrid)

Chanel Maxi Flap Bag por Matthieu Blazy

Na sua aguardada estreia na Chanel, Matthieu Blazy evitou reinventar a clássica Flap Bag e preferiu ampliar suas proporções. O resultado foi a Maxi Flap Bag, uma versão oversized que acompanha o retorno das bolsas grandes observado nas passarelas internacionais.

Foto: Alexa Chung (Reprodução/Getty Images)

Valentino Nellcôte por Alessandro Michele

A Nellcôte foi um dos primeiros acessórios apresentados por Alessandro Michele desde sua chegada à Valentino e sintetiza perfeitamente sua assinatura criativa. Batizada em referência à famosa Villa Nellcôte, na França, associada ao universo boêmio dos anos 1970, a bolsa reúne franjas, camurça, metais envelhecidos e bordados ricos em detalhes.

Foto: Kendall Jenner (Reprodução/Getty Images)

The Row Margaux por Mary-Kate e Ashley Olsen

Embora não seja um lançamento recente, a Margaux vive seu auge justamente agora. Criada pelas irmãs Mary-Kate e Ashley Olsen para a The Row, a bolsa tornou-se um dos maiores símbolos justamente por sua escassez e produção limitada, contribuindo para aumentar ainda mais seu status de objeto de desejo. 

Foto: Julianne Moore (Reprodução/Backgrid)

Bottega Veneta Campana, relançada por Louise Trotter

Entre as primeiras decisões de Louise Trotter na Bottega Veneta esteve o resgate da Campana, modelo originalmente lançado nos anos 2000. A estilista apostou no crescente interesse da moda por peças de arquivo e reintroduziu a bolsa preservando o tradicional couro intrecciato, mas com proporções atualizadas e acabamento mais contemporâneo.

Foto: Bella Hadid (Reprodução/AKGS/Loewe)

Loewe Amazona 180 por Jack McCollough e Lazaro Hernandez

Na estreia de Jack McCollough e Lazaro Hernandez na Loewe, a dupla escolheu homenagear um dos maiores ícones da maison espanhola: a Amazona. Batizada de Amazona 180, a nova versão amplia as proporções da bolsa criada originalmente em 1975 e preserva elementos históricos como a construção estruturada e os detalhes em couro.

Foto: Katie Holmes (Reprodução/Bauer-Griffin/Getty Images)

Chloé Paddington reintroduzida por Chemena Kamali

A volta da Paddington foi um dos momentos mais celebrados da nova fase da Chloé sob o comando de Chemena Kamali. Originalmente lançada em 2005 por Phoebe Philo, a bolsa marcou uma geração com seu grande cadeado metálico e sua estética boho. Em 2026, Kamali recuperou esse clássico em uma versão mais macia e contemporânea, mantendo o cadeado como elemento central.

Foto: Valentino (Reprodução/Instagram)

Balenciaga Le City Bag reinterpretada por Pierpaolo Piccioli

A Le City Bag, um dos maiores símbolos da Balenciaga nos anos 2000, ganhou uma nova interpretação sob a direção criativa de Pierpaolo Piccioli, que escolheu revisitar o modelo sem abrir mão de sua identidade original. Criada por Nicolas Ghesquière em 2001, a bolsa ficou conhecida pelo couro extremamente macio, pelas ferragens envelhecidas e pelos longos tassels, tornando-se um verdadeiro fenômeno entre celebridades como Kate Moss, Nicole Richie e as irmãs Olsen.