A quarta edição da Marcha das Minas, realizada pelo Strava em São Paulo, ajuda a traduzir um movimento que vem ganhando força entre mulheres no Brasil. Mais do que atividade física, o esporte tem sido também um espaço de encontro, troca e construção de redes de apoio.
Essa leitura aparece no novo recorte divulgado pela plataforma no mês do Dia Internacional da Mulher. Entre as atividades mais registradas por mulheres no Brasil, a caminhada lidera, seguida por corrida e ciclismo — uma ordem que destoa do ranking geral e aponta para hábitos ligados à rotina e à prática em grupo.
Os dados também mostram avanço nos clubes voltados para mulheres, que cresceram 46% no último ano. Na prática, isso indica que o esporte tem funcionado cada vez mais como ponto de conexão, com grupos que se formam em torno de objetivos em comum, companhia e sensação de pertencimento.
A questão da segurança também aparece nesse cenário. Segundo o Strava, o uso semanal dos Heatmaps entre mulheres no Brasil cresceu mais de 186% em 2026 na comparação com o ano anterior. Já o Beacon, recurso de compartilhamento de localização em tempo real, avançou 78% no mesmo período.
Mais do que um dado de comportamento digital, esse crescimento ajuda a mostrar como as usuárias têm incorporado ferramentas para planejar percursos, dividir rotas com amigas e explorar novos caminhos com mais confiança.
Nesse contexto, a Marcha das Minas aparece como desdobramento desse movimento para além do app. Realizado no Jardim Botânico de São Paulo, o encontro reuniu participantes para uma manhã de corrida, yoga e ativações, colocando no centro uma ideia que os números já apontam: para muitas mulheres, o esporte também é sobre estar com outras mulheres.
No fim, os dados e o evento caminham na mesma direção. Seja nas ruas, nos clubes ou dentro da plataforma, o que se vê é um uso do esporte que passa por bem-estar, mas também por comunidade e segurança.
