Na moda, nem sempre rola unir o útil ao agradável, mas o hit da vez no quesito acessórios consegue essa proeza. Abram alas para o colar funcional.
Aposta nas passarelas e nas ruas, o modelo junta o visual dos colares alongados com pingente, queridinhos do momento, a demanda crescente por itens práticos. A ideia é simples: adicionar um elemento interessante ao look e, de quebra, carregar seus cartões de crédito, seus óculos, suas chaves e até seu… pente (calma que daqui a pouquinho a gente explica melhor).

Vale dizer que os colares funcionais não são exatamente novos. Não é de hoje que eles aparecem no guarda-roupa masculino, em uniformes e também na forma dos onipresentes porta-celulares. Práticos sim, estilosos também? A resposta é subjetiva. Na moda, o acessório ganhou apoio de Martin Margiela lá no finzinho dos anos 90, durante seu icônico período na Hermès, através dos colares clochette, criados para carregar a chave do cadeado das bolsas da grife.

No passado recente, o retorno foi puxado pela The Row. As gêmeas Olsen adoram buscar inspiração nos 90s, propondo opções em couro ou, pasmem, em forma de mini pente para retocar o penteado a qualquer momento.

Na sequência, marcas como Toteme, Lemaire e outras favoritas da estética neominimalista reforçaram o coro, mas foi agora, na temporada Verão 2026, que o acessório roubou a cena definitivamente, com diversas coleções oferecendo variações para o mesmo tema.
Na Emporio Armani, a proposta é mais literal mesmo, uma micro bolsa crossbody, com direito a alça e tudo.

Na Tory Burch, o colar de pedrarias coloridas vem com frasco escultural remetendo ao shape de uma concha, em um clima maximalista refinado.
Na Coach, o colar com pingente tipo pouch de camurça aparece em diferentes formas geométricas e ganha a companhia de outro modelo em metal, esse mais delicado e somente decorativo.

Para quem acha que não dá para carregar nada e que a função é apenas simulação, a Michael Kors responde com uma sobreposição de colares: ambos confeccionados em couro, um de efeito prático com porta-cartão pendurado e o outro com pingente metálico ornamental.

Se ainda achar pouco, tem a versão maior de carteira que faz par com a bolsa a tiracolo no mesmo couro e tonalidade.

Na TWP, a carteira vem oversized para não deixar dúvidas sobre sua utilidade real.

A marca nova-iorquina também produziu colares com ganchos para óculos, uma leitura fashionista dos cordões clássicos.

Na Victoria Beckham, o colar vem com um case rígido pendurado feito sob medida para armazenar os óculos de maneira mais protegida possível.

Nas ruas, é a mesma coisa: carteiras minimalistas, mini bolsas, chaves, presilhas, frascos em miniatura e mais um monte de coisas passaram a ocupar o lugar do pingente tradicional.
O mais direto de todos, claro, é o modelo para carregar cartões de crédito.
Os colares para carregar pente não surgiram só na passarela, eles também viraram uma micro trend no street style.

A coisa ficou chique e alguns vêm acoplados dentro de um mini case de proteção.

Tem versões mais estruturadas e volumosas, em couro, para moedas ou até guardar fone de ouvido wireless.

Os que fazem às vezes de chaveiro, no espírito 90s Hermès by Margiela, são feitos sob medida para combinar com peças de alfaiataria.

Não precisa ficar preso à cartela de neutros. Eles também funcionam como ponto de cor certeiro para animar qualquer composição.

Dependendo do formato do estojo-pingente, dá até para carregar batom ou lip balm. Já já a Hailey Bieber inventa uma versão para o gloss da Rhode.

Os porta-óculos também ganham força, especialmente as versões que mantêm a armação bem segura no peito.
Do lado mais nostálgico, aparecem os pingentes que remetem às garrafas de perfume da era vitoriana, um charme à parte e perfeitos para quem gosta de adicionar um ar meio vintage ao look.
