Olivia Rodrigo é uma das maiores popstars do momento e não é só pelos hits. Seu estilo pessoal também merece atenção. Falando abertamente de suas influências musicais, que passeiam por décadas e gêneros distintos, seus looks carregam o mesmo espírito: referências complexas traduzidas de forma descomplicada e divertida.
Com o lançamento do álbum “You seem pretty sad for a girl so in love“, ela revela um amadurecimento sonoro, mas sem abandonar suas marcas registradas. Nos looks, a lógica se repete: atualizado, mas sem perder a consistência. Continuam o clima girly, a inspiração punk, as silhuetas 60s e esse mix entre ingenuidade e rebeldia se torna ainda mais pronunciado.
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tudo o que você precisa saber sobre o estilo de Olivia Rodrigo

Elementos girly
Na nova era, o lúdico permeia as produções através dos tons pastel, comprimentos mini, shapes anos 60 e principalmente na influência twee manifestada na profusão de vestidos e tops com gola Peter Pan.
Nada para vestir?
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Recentemente, a cantora virou alvo de polêmica ao usar vestido babydoll. O modelo soltinho que lembra roupas de boneca teve seu auge na década de 60 e foi reapropriado nos anos 90 pelo movimento grunge. A proposta era transformar peças hiperfemininas em símbolos de autonomia e transgressão. Rodrigo, que sempre bebeu da fonte, adotou o modelo. Quem não gosta alega que o babydoll promove uma estética infantilizada.

Se tons de roxo do mais aberto ao mais fechado foram predominantes nas eras Sour e Guts, a fase atual parece priorizar rosa e lilás, fortalecendo o visual coquette.

Nos pés, o modelo Mary Jane figura entre os queridinhos.
Mas não dá para confundir preferências estéticas com passividade. Apesar da inocência aparente dos babados e tule, a delicadeza fica nas roupas; quem controla a narrativa é Rodrigo. Basta ouvir suas músicas ou ler suas entrevistas para entender

Feminilidade
O girly divide espaço com nuances mais maduras. Peças que remetem ao universo boudoir, como acabamentos acetinados, slip dresses e transparências, estão entre as suas mais usadas e são interpretadas de diversas maneiras. Introduzindo romance com um filtro retrô. Mas nem sempre ela aposta no clima tão nostálgico. Os detalhes decorativos, como flores, renda e laços, podem surgir em leituras inesperadas. Ela constantemente equilibra o sex appeal com um pouco de romance; pode ser pela cartela de cores, pela textura mais delicada, pela estampa.

O lado subversivo
A feminilidade normalmente vem interceptada por um elemento desafiador. Ela utiliza contrastes para expressar os diferentes lados da personalidade e quebrar expectativas. A influência de estrelas da música dos anos 80 e 90 como Debbie Harry, Courtney Love e Gwen Stefani é clara. Na prática, um vestido com corpete branco, quase angelical, é arrematado por ilhós fetichistas e meia arrastão.

Ela ama sapatos pesados que trazem contraponto visual às produções. Entre eles, coturnos, plataformas, botas com fivelas, Doc Martens.
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As estampas
É um desafio encontrar algum dump no seu Instagram que não contenha, no mínimo, um item em poá ou listras. As “bolinhas” podem ser românticas, ou mais sexy na vibe pin-up. Já as listras são versáteis e mudam de sentido dependendo do contexto. O xadrez também não pode faltar e chega em padronagens diferentes, indo do punk ao nostálgico.

Off Duty
Nos momentos casuais, os anos 90 e o período Y2K dominam em versões destiladas das referências dos shows e aparições públicas. O estilo é mais simples com peças apropriadas para o cotidiano: jeans reto de cintura baixa, camisetas gráficas, sapatilhas, cardigãs, bolsas pequenas do tipo baguette.

Tem anos 60 no corte de casacos evasê, a subversão no gosto por sapatos tabi, e o boudoir girly no vestido mini bordado da virada do milênio, com direito a coroa.
A viagem no tempo
O vintage tem tido um papel cada vez mais relevante em seu guarda-roupa. Anteriormente ela já tinha aparecido com looks antigos como Dior dos anos 90 e Blumarine do início dos anos 2000, mas agora ela vai um passo além. Peças de arquivo, com peso histórico, entraram em cena.
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No vídeo do single Drop Dead, um vestido branco assinado por Azzaro e usado por Jane Birkin no filme Catherine & Cie de 1975 foi o eleito.

Em outra ocasião, um look de poá de Rudi Gernreich que pertenceu à modelo britânica Peggy Moffitt. Mas como sempre, ela não permite que a produção pareça fantasia, utilizando o styling para deixar o resultado com a sua cara. Nesse caso, os clássicos óculos Wayfarer e a meia 7/8 branca são determinantes. Aliás, as meias de comprimentos variados são uma de suas marcas registradas e servem para trazer personalidade.
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Tapete vermelho
No red carpet, as propostas variam, às vezes mais minimalistas, às vezes mais femme fatale ou românticas. Em comum, silhuetas que marcam o corpo. O corselet é favorito e pode surgir à la estrela da era de ouro de Hollywood, como no conjunto preto e branco com corpete bordado. Outras vezes em um glamour mais provocativo com recortes ou shapes esculturais.
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