Zerezes e Maxwell Alexandre colocaram os bastidores da arte no centro de exposição

por The Look Stealers

E se, em vez de olhar apenas para a obra pronta, a gente pudesse acompanhar tudo o que acontece antes dela existir? Foi justamente esse processo que a Zerezes e o Pavilhão Maxwell Alexandre colocaram no centro de “Caderno e Projetor”, experiência artística realizada no Rio de Janeiro durante a semana que antecedeu a ArtRio 2026. Com curadoria de Maxwell Alexandre e Lucas Tolezano, Diretor de Criação do Pavilhão, a exposição transformou cadernos, desenhos, estudos, fragmentos, ferramentas e projetores em parte da própria narrativa.

Foto: @_raphaelguga (Divulgação)

A proposta nasceu do movimento da Zerezes de ampliar sua atuação no território da arte e da cultura e se aproximou do trabalho do Pavilhão, espaço independente e conceitual criado por Maxwell Alexandre. Em vez de apresentar apenas o resultado final da produção artística, a experiência abriu espaço para os caminhos, testes e referências que fazem parte da criação. A curadoria também expandiu esse olhar para diferentes linguagens e trajetórias, reunindo artistas de diversas regiões do Brasil, entre eles Allan Pinheiro, Gustavo Speridião, Bruna Vernes, Clara Tibery, Renato Santos, Victor Mattina, Matheus Abu, Caio Rosa, Bea Machado, Zé Tepedino, Nina Fontenelle, Arthur Palhano, Maria Antonia, Gabriel Mota, Carla Santana, Thiago Izidoro, Mariana Honório, Ana Neves e Nídia Aranha.

Foto: @_raphaelguga (Divulgação)

Além da curadoria, Maxwell Alexandre participou da construção da narrativa e conduziu um talk sobre processos criativos, desenho, ferramentas e os bastidores da produção artística. A conversa acompanhou a proposta da exposição de olhar para aquilo que normalmente fica fora da moldura: as escolhas, experimentações e referências que antecedem uma obra finalizada.

Foto: @_raphaelguga (Divulgação)

A programação começou no dia 12 de setembro, com uma abertura exclusiva para convidados e parceiros da Zerezes, e permaneceu aberta ao público entre os dias 13 e 19. A experiência também funcionou como uma prévia dos universos e processos que estarão presentes em uma exposição de Maxwell Alexandre prevista para Londres, em outubro. No fim, “Caderno e Projetor” propôs uma mudança simples, mas interessante, na maneira de olhar para a arte: antes de chegar à obra que ocupa a parede, existe todo um mundo de rascunhos, erros, ferramentas, referências e decisões que também merece ser visto.

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