Preparamos uma listinha certeira de 10 marcas internacionais descoladas que merecem sua atenção – e seu follow. De países, estilos e identidades variados, a ideia é celebrar olhares distintos e se encher de inspiração. Dos truques de styling aos combos de cores, passando pelas silhuetas, confira nossa seleção a seguir.
10 marcas para conhecer
Juju Vera
Quem? Se a Opera Girl tivesse uma marca de acessórios favorita, seria essa. Criada em Nova Iorque por Julia Ferentinos, o nome combina seu apelido com uma homenagem à avó materna, Vera. Julia começou sua carreira garimpando joias raras, móveis e outros objetos de decor para vender tanto para clientes privados quanto para produções cinematográficas e galerias. Não é à toa que suas peças têm inspiração art déco e um toque vintage inconfundível.
O quê: Peças statement que despertam desejo imediato. Pense em colares alongados com pingentes marcantes, clutches em formas orgânicas, detalhes de tassel, brincos maxi e pulseiras esculturais.
Nada para vestir?
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Por quê? Além de design, a fundadora também é treinada em pintura e escultura, ilustrando por que os itens frequentemente parecem objetos de arte. Os acessórios e jóias têm identidade e glamour, sem cair no clichê.
Wishlist: a clutch Petra, com a possibilidade de customizar a sua com tassel de cores diferentes ou um dos colares longos com pingentes como o Petra ou o Carolyn.
Paloma Wool
Quem? Criada em Barcelona e batizada com o nome da fundadora, Paloma Lanna, a Paloma Wool é uma marca que rejeita discrição e polidez, experimentando com um espírito minimal que se permite brincar com proporções e noções de beleza.
O quê? Uma base 90s e Y2K despida dos excessos. Roupas irreverentes, criativas e comunicação visual alinhada com a mensagem da marca de representatividade e sustentabilidade.
Por quê? Uma estética natural que traz um ponto de vista especial para tendências, sem se tornar refém delas. Ótimas bases para o armário, versáteis e modulares, que convidam a interpretações próprias e se adaptam ao estilo de quem as veste.
Wishlist: As saias na altura do joelho de acabamentos variados ou as camisetas fininhas de manga longa perfeitas para sobrepor.
Julie Kegels
Quem? A designer belga lançou sua marca independente homônima em 2024 após se formar na prestigiada Royal Academy of Fine Arts na Antuérpia. Desde então, desfila no calendário oficial da Paris Fashion Week e acaba de ganhar a edição 2026 do Prêmio LVMH.
O quê: Roupas de inspiração ladylike em suas silhuetas, interceptadas por elementos boudoir e subvertidas por toques de irreverência e inteligência.
Por quê? Apesar da curta carreira, Julie já tem marcas registradas como o acabamento com glitter em lugares localizados das peças e dos sapatos, assim como o uso de recortes e assimetrias. A paleta de cores que varia entre neutros, tons de pedras preciosas e tonalidades açucaradas é destaque.
Wishlist: A sapatilha bicolor com ponta diferente, clássico do guarda-roupa feminino criado por Coco Chanel, que ganhou update na versão purpurinada de Kegels.
Auralee
Quem? Fundada em Tóquio, em 2015, por Ryota Iwai. Toda a produção continua sendo realizada no Japão, apesar da grife desfilar na semana de moda masculina parisiense há algumas temporadas. Funcionalidade e modernidade estão no DNA da marca, cujo nome significa “terras que se iluminam”.
O quê: Roupas, acessórios e calçados masculinos e femininos simples com design inteligente, enfatizando o cuidado com matéria-prima, desenvolvimento têxtil e conforto.
Por quê? Cool sem esforço é utilizado exaustivamente, mas se encaixa aqui. Uma aula de styling e do uso de cores, comprovando que simplicidade pode ter emoção.
Wishlist: as jaquetas bomber levinhas e coloridas que completam qualquer look.
Tokyo James
Quem? Criada por Iniye Tokyo James, finalista do Prêmio LVMH de 2022, a grife mescla a tradição técnica da alfaiataria britânica com a efervescência de Lagos e a riqueza da cultura nigeriana, refletindo a descendência do designer anglo-nigeriano. O debut ocorreu em 2015, na semana de moda da África do Sul, e atualmente a marca participa da temporada de Milão.
O quê: Roupas e acessórios masculinos e femininos. Alfaiataria atualizada através de sensibilidade multicultural e modernidade. James queria escapar dos estereótipos associados ao “design africano”, utilizando seu olhar distinto para transformar shapes clássicos através de técnicas artesanais, estudo de tecidos e exploração de cores.
Por quê? Formado em matemática, o designer começou como stylist e já foi até editor-chefe de revista, informações que ficam óbvias ao observar sua capacidade de criar universos. A fusão de códigos resulta em peças de personalidade e silhuetas inéditas que não se perdem no conceitual. Preste atenção no styling de ternos, um prato cheio de inspiração.
Wishlist: As peças de couro trançado com acabamento de franjas estilizadas ou os chapéus e bolsas artesanais.
Christopher Esber
Quem? O australiano Christopher Esber fundou sua marca em 2010, e é conhecido pela capacidade de manipular e contrastar tecidos e técnicas como alfaiataria e drapeado. Integra o calendário oficial da Paris Fashion Week desde 2023 e venceu o Grand Prix do ANDAM em 2024.
O quê: Exaltando curvas em um jogo de esconde-esconde, misturando drapeados, toques artesanais, elementos estruturados e influências esportivas, todos desconstruídos e traduzidos de forma sofisticada.
Por quê? Mestre no mix de materiais, suas peças têm caimento reconhecível e percorrem uma linha interessante entre sex appeal e espírito relax, imbuídas com a energia solar australiana.
Wishlist: As peças drapeadas, uma de suas expertises, ou as calças de alfaiataria de cintura baixa, presentes em todas as temporadas.
Shushu/Tong
Quem? Baseada em Xangai e fundada em 2015 pelas designers Liushu Lei e Yutong Jiang. A dupla se formou em Londres e passou por ateliês de nomes como Simone Rocha e Gareth Pugh antes de criar a marca.
O quê: Roupas de aspecto romântico e por vezes lúdico, mas sob lentes disruptivas.
Por quê? Laços, renda, pérolas e outras características coquette são justapostos a elementos pesados ou estranhos, que conferem um visual único. Pense em volumes inesperados, babados estruturados, combinação de cores pouco ortodoxas.
Wishlist: Os cardigans decorados e os acessórios hiperfemininos.
LA VESTE
Quem? Criada em 2018 pelas amigas Blanca Miró e María de la Orden, a marca espanhola tem perfume retrô e abundância de cores e estampas que caracterizam bem o estilo das donas, ambas influencers conhecidas.
O quê: Peças de inspiração vintage coloridas e estampadas com atenção aos detalhes como botões especiais, cintos bordados e tecidos trabalhados.
Por quê? Para quem adora um visual colorido e com carinha retrô sofisticada, porém com senso de humor.
Wishlist: Uma peça listrada. As listras são praticamente a assinatura da La Veste e aparecem em bolsas, shorts, conjuntinhos e nas cobiçadas calças.
Osoi
Quem? Criada em 2016, em Seul, por Heejin Kang. Apesar da origem coreana, o nome vem de uma palavra japonesa: osoi, que significa lento, devagar ou sem pressa. A descrição combina com a filosofia da marca que repete formatos e mantém sua consistência se atualizando a cada estação, sem renunciar à essência.
O quê: Bolsas, sapatos e acessórios com design contemporâneo, tipo minimalismo pop com contornos grunge.
Por quê? Os shapes clean permitem experimentação nos detalhes, seja na linha de bag charms, nas superfícies trabalhadas ou no styling urbano.
Wishlist: As bolsas com detalhe de cinto e fivela, disponíveis em vários formatos e materiais.
Caro Editions
Quem? Fundada pela ex-modelo Caroline Bille Brahe em 2022, a marca de Copenhagen é praticamente uma extensão do estilo pessoal da criadora, conhecida pelo gosto eclético de apelo vintage, com interesse particular em estampas e cores.
O quê: Roupas femininas permeadas pelo clima hi-lo, com toques extravagantes aliados a pontos mais casuais. A grife usa deadstock de casas como Chanel e Dries Van Noten, utilizando os materiais em acabamentos e aplicações. Decorativismo, exuberância e um approach que não se importa com preciosismos fazem com que a marca ocupe um lugar específico dentre os novos nomes da moda dinamarquesa.
Por quê? Adeptos de uma vibe oitentista vão se deliciar com as propostas da marca. A última coleção, apresentada na CPHFW de agosto de 2026, foi inspirada em parte na princesa Diana e descrita como um espírito couture misturado ao dia a dia. Um pouco kitsch, as peças divertidas injetam alegria às composições.
Wishlist: Qualquer peça de poá, a estampa favorita da Caro. Ou as jaquetas e blazers estampados com ombros marcados que personificam a estética da marca.

