Não é maxi, não é mini e também não é a saia midi com a qual a gente se acostumou nos últimos anos. A saia na altura do joelho evoca todo tipo de imagem: da vibe corporativa às heroínas de comédias românticas do início do milênio, passando pelo clima ladylike e, claro, o minimalismo dos 90s.
Tem sim o modelo lápis, mais ajustado ao corpo, que imediatamente a gente imagina combinado com scarpin e peças de alfaiataria, o que claro, é uma opção. Mas o estilo em foco agora expande as opções: com caimento mais relax e cintura média para baixa, é versátil e funciona tanto para temperaturas frias quanto em composições perfeitas para o calor.
A variedade de materiais também reforça o argumento: do cetim ao couro, com acabamento de renda ou estampadas, elas transitam entre as mais diversas situações.
Nas passarelas, conta com apoio de nomes como Matthieu Blazy na Chanel e Miuccia Prada e nas ruas, apesar do início tímido, já vem aparecendo com cada vez mais frequência.
Casual e fácil, é daquelas peças com potencial para se tornar uniforme e a fórmula de saia, regata, camiseta ou tricô e sapato clean é a favorita.

Tá estranhando o comprimento e sentindo falta de um pouco de pele? Case com uma camisa e deixe os botões abertos para equilibrar.

Em couro, brincando com proporções e texturas para renovar o look preto total. Usar um trench coat ou outro casaco mais longo é solução elegante, mas não sisuda.
A temperatura baixou? Encarne o espírito anos 90 e use com bota de cano longo. Na ausência de botas, as meias 7/8 cumprem o mesmo papel.
O contraste de parte de cima volumosa com parte de baixo mais sequinha é vencedor e moderniza a produção.
Entre as estampas mais desejadas: poá, florais e animal print se destacam como protagonistas do look.

De alfaiataria com camisa por dentro da saia, em uma interpretação do business core mais atual.
Quem está sentindo falta da série “Love Story” e das produções de Carolyn Bessette pode apostar na saia em camelo, o tom neutro que Bessette amava. A tonalidade pode ficar chique apenas com malha e camiseta ou ganhar sex appeal com detalhes de renda e riqueza de texturas, como a jaqueta de camurça.
As opções em cetim, tipo slip skirt, já são populares há algum tempo e, combinadas com cardigan e meias, remetem ao estilo coquette.

O mood boudoir dos modelos acetinados também é traduzido no acabamento de renda, como Zendaya demonstrou recentemente, usando a sua com baby tee e loafer Tabi. O contraponto entre masculino e feminino é sempre uma boa ideia.

Peças de design interessante são antídoto para quem quer uma composição mais incrementada, mas prefere não se aventurar na cartela, priorizando a silhueta.

Ainda no quesito styling, combinar saia e blusa no mesmo tom é truque monocromático para dar continuidade e simular o efeito de um vestido.
Fãs do visual Y2K podem se jogar no modelo de inspiração utilitária com sapatilha de salto bloco, um dos sapatos hit do momento. Ou buscar inspiração no boho da época e adicionar um cinto largo na cintura baixa.

As versões texturizadas também não podem ser esquecidas, figurando em crochê, renda e outros trabalhos artesanais: Vale um hi-lo com modelo bordado e chinelinho, suprassumo do sofisticado sem esforço.

No outro espectro, o refinamento é garantido com salto de bico fino e mix de texturas em paleta uniforme.

Ou até no conjuntinho de saia e blusa no mesmo material, todo em branco é bem la dolce vita.
