A Coreia do Sul levou sua cultura para todo o mundo: K-pop, doramas, cinema, skincare, comida, tecnologia, moda e turismo passaram a funcionar como partes de um mesmo ecossistema de influência. Hoje, pessoas viajam para Seul para entender a cultura de um país que saiu de uma realidade marcada pelas transformações da guerra e para se tornar um polo tecnológico, cultural e estético.
Leia também: Como a marca de k-beauty Dr.Melaxin se tornou líder de beleza no TikTok Shop
A Coreia do Sul carregou por décadas uma imagem muito diferente: a de um país associado a produtos baratos, funcionais e de menor valor agregado. O salto coreano não foi apenas econômico e simbólico. O país conseguiu transformar percepção: de “made in Korea” como baixo custo para “Korea” como desejo global.

As grandes flagships de Seul são cenários com experiências para geração de conteúdo e plataformas de artes visuais. O varejo mundial tem pesquisado com as marcas coreanas como criar ambientes atmosféricos e fora do comum, para aumentar o tempo de permanência dos clientes e a sensação de estar vivendo o ‘extraordinário’
A Gentle Monster talvez seja uma das marcas que melhor traduzem o novo varejo coreano. Suas lojas parecem galerias, cenários de ficção científica ou instalações imersivas. O óculos é o produto, mas a experiência é o verdadeiro ímã. Vender imagem é tão importante quanto vender os produtos.
minha marca preferida
A Ader Error representa uma Coreia urbana, gráfica, experimental. Minha marca preferida. Com proporções deslocadas, styling inteligente e uma estética de “erro pensado”, a marca tem peças muito originais e uma loja inesquecível. Tese: a moda coreana não quer apenas vestir; ela quer comunicar.

Seong-su: a casa das pop-ups stores
Ponto focal de consumo da geração Z de Seul, o bairro de Seong-su é o hub das pop-up stores que movimentam as redes sociais e os desejos de consumo da juventude no país. O bairro é frequentemente comparado a Williamsburg, no Brooklyn, NY, bairro que protagonizou a grande virada estética na juventude dos Estados Unidos com o estabelecimento da estética hipster nos anos 2010.
a gastronomia
cafezinho, Dona Helena?
Seul é aesthetic. E seus coffee shops mais ainda. Arquitetura, luz, textura, sobremesa, silêncio, performance. Dá vontade mesmo de fotografar tudo e passar horas tomando um cafezinho nos cenários perfeitamente curados.
a força da comida de rua
Para entender a Coreia, não basta olhar as lojas-conceito. É preciso olhar os mercados, a comida de rua, as barracas, os letreiros, as receitas tão diferentes do Brasil, as iguarias. O Gwangjang Market já foi tema de episódio do Netflix e faz sucesso entre os turistas. Comi até o polvo que se mexe mesmo depois de morto. Uma loucura.

k-beauty: quando skincare vira cultura
Um dos pontos altos é mergulhar no universo da beleza e do skincare coreano. Lojas como a Olive Young estão em todas as esquinas da cidade, com infinitas opções de produtos para a pele, cabelos, corpo. Em algumas lojas é possível fazer a análise da própria pele – com agendamento – para depois ir às compras.
PDRN, glass skin e a nova obsessão da beleza
PDRN, exossomos, regeneração, lasers, glow são alguns dos termos do momento no mundo do K-Beauty. Muitos produtos coreanos de gôndola carregam a substância PDRN, conhecido como o esperma de salmão, embora ainda haja controvérsia sobre a capacidade dos cremes e loções ultrapassarem a barreira da pele. Vale conversar com uma dermatologista!
turismo estético: agendamentos em clínicas
Seul se tornou destino também para quem busca clínicas, procedimentos, cirurgias plásticas. Há concierges coreanas e brasileiras disponíveis que conhecem todas as clínicas, e podem ajudar no processo. Marquei uma clínica sozinho, fiz um procedimento não invasivo na hora do almoço, deu tudo certo e custou 30% do valor do Brasil. É impressionante.

futuro sem apagar a tradição
Uma das forças da Coreia está no contraste. Templos, hanboks, mercados, memórias históricas e rituais convivem com tecnologia, skincare avançado, lojas futuristas, K-pop e design experimental. No meio de toda modernidade, há espaço para uma cerveja em um boteco com mesa de plástico, o que deixa tudo menos pretensioso.
vale a pena a viagem?
Você gosta de pesquisar estéticas e imagem e quer entender como as redes sociais influenciam os comportamentos das marcas e pessoas? Sim.
Você gosta de mercados de rua e do perfume das comidas da Ásia? Sim.
Você gosta de marcas de moda e acessórios diferentes do comum? Sim.
Você gosta de k-dramas, k-pop, do filme Parasita? Sim.
