Esses são os melhores livros para dar de presente no Dia dos Pais

por Izabela Suzuki

Se o seu pai é do tipo que devora um livro atrás do outro, esta lista é para você (e para ele, claro). Pensando nos leitores ávidos, reunimos nove livros que são presentes certeiros para o Dia dos Pais — e que ele nunca mais vai esquecer. Dos clássicos da literatura russa aos romances contemporâneos e às grandes obras da literatura brasileira, há opções para diferentes perfis de leitores.

A melhor parte? Todos os títulos abaixo estão disponíveis na Estante Virtual. Então, se algum deles conquistar você, já sabe: é só garantir o presente perfeito. E, convenhamos, depois ninguém vai julgar se você “pegar emprestado” o livro para ler também. Afinal, histórias como essas merecem ser compartilhadas. Vem comigo!

A Morte de Ivan Ilitch, de Liev Tólstoi

Poucos livros conseguem provocar tantas reflexões em tão poucas páginas quanto A Morte de Ivan Ilitch. No clássico de Tolstói, acompanhamos um homem que construiu a vida em busca de status e reconhecimento, até ser confrontado pela própria mortalidade. A partir daí, a narrativa faz o leitor questionar o que realmente importa. É uma leitura intensa, filosófica e impossível de esquecer.

A Metamorfose, de Franz Kafka

O que você faria se acordasse transformado em um inseto? É dessa premissa inusitada que nasce um dos maiores clássicos da literatura mundial. Com uma escrita envolvente, Kafka usa o absurdo para falar sobre solidão, relações familiares, rejeição e identidade. Um livro que continua atual justamente por fazer perguntas que nunca deixam de existir.

A Cor Púrpura, de Alice Walker

Vencedor do Prêmio Pulitzer, A Cor Púrpura acompanha a trajetória de Celie, uma mulher negra que enfrenta décadas de violência e opressão no sul dos Estados Unidos. Apesar da dureza da história, o romance também é um retrato emocionante sobre amizade, amor, resistência e liberdade. Uma leitura sensível, poderosa e transformadora, que permanece com o leitor por muito tempo.

Água Fresca Para as Flores, de Valérie Perrin

Não se deixe enganar pelo cenário: embora se passe em um cemitério, este é um dos romances mais delicados dos últimos anos. Acompanhamos Violette, uma zeladora que encontra beleza, afeto e esperança mesmo em meio às despedidas. Com uma narrativa emocionante, o livro fala sobre luto, memória, recomeços e a capacidade do amor de transformar vidas.

O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório

Vencedor do Prêmio Jabuti, o romance acompanha Pedro enquanto tenta reconstruir a história do pai após sua morte. Ao longo dessa jornada, Jeferson Tenório aborda racismo, identidade, relações familiares e as marcas deixadas pela violência estrutural no Brasil. Uma leitura sensível, contundente e uma das obras mais importantes da literatura brasileira contemporânea.

Vidas Secas, de Graciliano Ramos

Considerado um dos maiores clássicos da literatura brasileira, Vidas Secas retrata a dura realidade de uma família de retirantes que enfrenta a seca no sertão nordestino. Com uma escrita econômica e extremamente potente, Graciliano Ramos constrói um retrato profundo sobre desigualdade, sobrevivência e dignidade. Um livro indispensável para entender o Brasil.

O desabamento, de Édouard Louis

Neste romance profundamente pessoal, Édouard Louis revisita a vida do irmão mais velho, morto aos 38 anos, para reconstruir uma relação marcada por distanciamento e ressentimento. Entre memórias, entrevistas e reflexões, o autor cria uma narrativa emocionante sobre família, classe social e as marcas deixadas pela violência. Um livro delicado, doloroso e impossível de largar.

Futuro Ancestral, de Ailton Krenak

Nesta coletânea de textos, Ailton Krenak propõe uma reflexão urgente sobre o presente, a natureza e os caminhos que estamos construindo para o futuro. Com sua escrita sensível e provocadora, o autor questiona certezas, desafia o senso comum e convida o leitor a imaginar outras formas de existir. Uma leitura breve, mas capaz de mudar perspectivas.

Ioga, de Emmanuel Carrère

Muito além da prática que dá nome ao livro, Ioga mistura autobiografia, reportagem e romance para narrar um período turbulento da vida de Emmanuel Carrère. Entre meditação, depressão, luto e crises pessoais, o autor escreve com honestidade, humor e vulnerabilidade sobre a busca por equilíbrio. Um livro tão íntimo quanto universal, que emociona sem recorrer a clichês.