Fui diagnosticada com lipedema e operei: como estou um ano depois da cirurgia

por The Look Stealers

Há um ano, conversamos com a criadora de conteúdo Lauren Pfeiff sobre sua experiência com o lipedema, desde o diagnóstico até a decisão de passar por uma cirurgia após tentar tratamentos conservadores. Na época, ela compartilhou com o Steal The Look detalhes sobre os sintomas, a busca por profissionais especializados e os cuidados que fizeram parte da preparação para o procedimento. Agora, 12 meses depois, voltamos a conversar com Lauren para entender como foi sua recuperação e o que mudou em sua rotina, autoestima e relação com o próprio corpo.

O lipedema é uma condição crônica que afeta predominantemente mulheres e é caracterizada pelo acúmulo e distribuição desproporcional de gordura, geralmente de forma simétrica nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Entre os sintomas estão dor, sensibilidade, sensação de peso, inchaço e facilidade para desenvolver hematomas. Lembrando que o diagnóstico é clínico e deve considerar os sintomas e as características individuais de cada paciente.

@laurenpfeiff (Reprodução/Instagram)

Segundo Lauren, a evolução aconteceu gradualmente ao longo dos primeiros meses. A dor e a textura da pele foram melhorando com o tempo, enquanto o acompanhamento médico continuou fazendo parte da rotina. Ela conta que realizou exames três e seis meses após a cirurgia e novamente ao completar um ano, incluindo a densitometria óssea. Durante o período de recuperação, ela conta que teve orientação médica para utilizar medicamentos análogos de GLP-1, as chamadas “canetinhas”, para manter o peso estável e respeitar o período de afastamento dos exercícios físicos devido a recuperação.

também recebeu orientação médica para manter o peso estável e fazer uma pausa nos exercícios físicos, retomando a atividade conforme a liberação da equipe que a acompanhava. “Eu fiz acompanhamento dos exames após três meses de cirurgia, depois seis e agora um ano. E eu sigo me exercitando muito bem, me alimentando muito bem e sempre em contato com o Instituto Lipedema.”

A dor e a relação com o corpo mudaram

@laurenpfeiff (Reprodução/Instagram)

Entre as principais diferenças percebidas por Lauren está a melhora dos sintomas. “Eu não sabia que a dor que eu sentia não era normal. Eu fico impressionada que não sentir dor, esse é o normal”, conta. Além da redução da dor e do cansaço, ela também percebeu mudanças na textura da pele e no aspecto da celulite, que continua presente porque é uma característica normal, ela relembra, mas que parece menos inflamada.

A mudança também chegou à prática de exercícios. Hoje, Lauren conta que consegue perceber melhor os próprios músculos e a força do corpo, algo que antes ficava menos evidente por conta do volume e da inflamação nas pernas. “Hoje eu sinto mais os meus músculos e a minha força”, relata.

@laurenpfeiff (Reprodução/Instagram)

Para Lauren, a cirurgia teve impacto para além dos sintomas físicos. A desproporção corporal causada pelo lipedema afetava sua autoestima e, um ano depois, ela percebe diferenças até em situações cotidianas, como experimentar roupas, usar biquínis ou fazer provas e treinos de corrida de shorts.

“Eu me sinto muito mais segura. Acabo me sentindo muito mais bonita esteticamente quando me olho no espelho”, afirma. Ela também destaca como algo aparentemente simples, como vestir o mesmo tamanho de roupa na parte de cima e de baixo, passou a fazer parte de uma relação diferente com o próprio corpo.

Apesar de sua experiência positiva com o procedimento, Lauren reforça que a cirurgia não deve ser encarada como um primeiro ou único caminho para quem recebe o diagnóstico de lipedema. Para ela, encontrar profissionais especializados, construir uma relação de confiança com a equipe e entender como a condição se manifesta em cada corpo são etapas fundamentais do processo.

“Eu não quero induzir ou influenciar as pessoas a partirem direto para uma cirurgia. Uma coisa que, para mim, dentro do processo da descoberta do lipedema, não só da cirurgia, foi procurar um médico e uma equipe que de fato me deixasse confortável e segura”, explica.

Ela também reforça a importância de conhecer as possibilidades de tratamento conservador e entender, junto aos profissionais que acompanham cada caso, quais cuidados, exercícios e hábitos fazem sentido para aquela pessoa. Um ano depois da cirurgia, Lauren define o impacto do procedimento em sua vida de forma direta: “Minha qualidade de vida melhorou muito. Eu diria que o impacto do procedimento foi 100% positivo”.

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