Moda sustentável: 7 matérias-primas que os novos designers já estão investindo

por The Look Stealers

Sustentabilidade já não é mais um diferencial e sim, uma necessidade em qualquer cadeia produtiva. Na moda, isso não é diferente. Marcas que têm soluções e alternativas eco-friendly em suas peças e processos saem na frente, pois oferecem não só um produto com menor impacto ambiental para o consumidor, como também caminham para o único futuro possível do mercado, onde não ser sustentável não é uma opção.

Embora o futuro seja promissor, essa moda sustentável ainda está longe de ser uma realidade acessível, afinal na maioria das grandes empresas ainda vemos processos desumanos e irresponsáveis com o meio ambiente. Mas, há também uma porcentagem significativa de designers e negócios tomando frente na luta da sustentabilidade, desenvolvendo materiais e soluções criativos para antigos problemas na moda, como o uso de couro animal. E é isso que vamos conhecer um pouco melhor hoje.

A seguir, conheça sete matérias-primas alternativas, diferentes e impressionantes que os estilistas mundo afora estão implementando em prol da moda sustentável

It girls - Bolsa - Sustentabilidade - Primavera - Em casa - https://stealthelook.com.br
Foto: Amelie Pichard (Reprodução)

Bolsa confeccionada em couro de folha de Orelha de Elefante

_vitigna

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Foto: O2 Monde (Reprodução)

Uma das matérias-primas mais diferentes e extravagantes na moda sustentável é a Vitigna, uma fibra feita a partir de uvas. O designer Mirco Scoccia desenvolveu uma técnica para sua marca de calçados vegana O2 Monde que aproveita sobras da indústria do vinho para a criação de um material semelhante ao couro

“Estou empenhado em criar sapatos de luxo sustentáveis, de uma forma vegana e limpa”, diz Scoccia, “para atingir meu objetivo, tenho pesquisado muito e entrei em contato com centenas de fornecedores, mesmo de diferentes categorias. Queria usar materiais à base de plantas e também trabalhar com fabricantes italianos tradicionais.” E tem mais, para Mirco, a sustentabilidade vai além: “não se trata apenas de fazer lindos sapatos veganos, mas também de garantir que toda a cadeia de abastecimento respeite certos padrões elevados em relação a práticas eco-sustentáveis.”

_cactos

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Foto: House Of Fluffs (Reprodução)

Já na House of Fluff, a matéria-prima escolhida para o desenvolvimento de uma alternativa sustentável para a moda foi o cacto. Kym Canter, fundador e diretor criativo da marca, explica que "no nosso caso, não estamos apenas trazendo uma blusa ou saia melhor ao mundo, estamos ajudando as pessoas a entenderem que existem alternativas ao uso de produtos de origem animal, que o mundo evoluiu e que matar animais é um mal desnecessário na sociedade atual. Sentimos que cada um de nossos produtos oferece uma alternativa legítima e melhor ao que veio antes.”

Para eles, produtos melhores vêm de trocas inteligentes de materiais, como usar o cacto em vez do couro. Mas, o sucesso dos produtos não se limita a isso. Para manter sua pegada de carbono baixa, por exemplo, a House of Fluff teve que comprar couro de cacto de fabricantes pequenos e locais. “Para ser verdadeiramente sustentável, você precisa pensar em cada parte e faceta da produção e do desenvolvimento, incluindo pegada de carbono, uso de água e até mesmo a saúde e o bem-estar dos trabalhares envolvidos no processo.”

_carbono

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Foto: Aether (Reprodução)

O mercado das jóias também está desenvolvendo alternativas criativas e eco-sustentáveis para a cadeia de produção. A Aether, marca de diamantes norte-americana, desenvolveu uma técnica impressionante, em que as pedras são feitas a partir do carbono em excesso da atmosfera.

O processo envolve a tecnologia de captura direta de ar, que puxa e filtra o dióxido de carbono. Em seguida, ele é transformado em matéria-prima utilizável para o cultivo de diamantes em reatores. Então, além de uma alternativa sustentável para a produção, a empresa remove uma porcentagem da poluição de carbono da atmosfera em cada diamante produzido. “É por isso que nossos diamantes não são neutros em carbono, eles são negativos em carbono - nós realmente removemos a poluição de carbono da atmosfera com cada pedra que criamos. Se nós, como espécie, passamos séculos poluindo e prejudicando nosso planeta, será necessário muito mais do que apenas sermos neutros para reverter esse impacto”, diz o diretor de marketing da empresa, Robert Hagemann.

_pinãtex

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Foto: Piñatex (Reprodução)

O pinãtex é uma das fibras mais conhecidas da moda sustentável. Ele é basicamente uma imitação do couro animal, feito a partir do abacaxi. O processo utiliza fibras de celulose presentes nas folhas que inicialmente seriam descartadas para poder desenvolver a matéria-prima.

Segundo o ONDM, certa de 40 mil toneladas de fibras de celulose de abacaxi são descartadas anualmente. Dessa forma, além de diminuir a produção de resíduos, a tecnologia têxtil o utiliza para desenvolver uma alternativa sustentável e cruelty free para o couro animal.

_rosas

A estilista Hillary Taymor, deu um passo significativo em direção à moda sustentável, dentro de sua marca, Collina Strada, ela desenvolve roupas feitas 100% da rosa, a partir de uma fibra de celulose produzida de resíduos naturais de roseiras e caules. A tecnologia ainda passa por diversos testes e adaptações mas Taymour está determinada a continuar trabalhando com materiais sustentáveis ​​e ajudando o planeta. “Devo observar que todas as marcas precisam intensificar seu jogo em suas práticas de sustentabilidade - é a única coisa que podemos fazer”, diz ela.

_qmilk

O Qmilk é uma fibra feita com substâncias 100% naturais e renováveis. As fibras são produzidas a partir da caseína do leite – parte inadequada para o consumo humano, que normalmente é descartada. Só na Alemanha, duas toneladas são descartadas todos os anos. Com baixo consumo de água, a produção apresenta desperdício zero e inexistência de produtos químicos, se mostrando uma excelente alternativa para uma produção mais limpa e consciente. 

_laminado vegetal

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Foto: Laminado Vegetal (Reprodução)

Já o laminado vegetal é um composto feito a partir do látex natural, extraído das seringueiras e curado em sistema de vulcanização. Com uma aparência semelhante ao couro, esse material apresenta baixo consumo de energia para sua produção e é uma alternativa sustentável para o couro animal e o “couro” sintético, que polui o meio ambiente, pois produz muito lixo. 

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