Nó chinês: o fechamento histórico que voltou a dominar as jaquetas em 2026
O fechamento conhecido como nó chinês, ou frog closure em inglês, volta com tudo em 2026. O retorno é fruto do fascínio cada vez mais forte por vintage, da renovada obsessão por jaquetas napoleônicas e do aumento de referências históricas nas passarelas. O detalhe é uma tendência inescapável que promete bombar nos próximos meses.

Original da China, o nó é parte indissociável do vestuário tradicional chinês, presente em qipaos e roupas da dinastia Qing. Oficialmente chamado de Pankou, o fechamento, que substitui um botão simples ou zíper, transcende o impacto apenas decorativo, sendo parte estrutural da roupa e agindo como símbolo de status e refinamento.
De execução artesanal, o pankou é feito a partir de cordas atadas à mão, muitas vezes revestidas por tecidos nobres como cetim ou seda e finalizadas com bordados em shapes distintos. O trabalho dialoga com tradições de amarração e repetição, incorporando ideias de harmonia, equilíbrio e até sorte diretamente na construção das peças.
Aliás, para comemorar o Ano Novo chinês em 2026, a Adidas lançou uma edição limitada de peças, apresentada durante a semana de moda de Xangai em outubro de 2025, homenageando a cultura e o ano do cavalo. A mais desejada? Uma versão que mescla a tradicional jaqueta da dinastia Tang com o abrigo mais icônico da Adidas (sim, aquela com as três listras e logo). A coleção só está disponível na China continental, Taiwan e Hong Kong.

Apesar do nome, esse tipo de fechamento também é usado há séculos em outros contextos e culturas, em particular uniformes militares europeus desde o século XVII–XVIII, sendo referidos nesses contextos como alamar. Dá para encontrar exemplos em trajes da França, Inglaterra e do Império Austro-Húngaro. A nova coleção da Dior traz o detalhe em sua interpretação de jaquetas militares, reforçando esse retorno ao repertório histórico.
O detalhe pode surgir em vestidos, jaquetas, casacos ou camisas, mas em 2026 são as jaquetas que saem na frente, sendo usadas abertas, para um ar mais casual, ou fechadas, como top, deixando o visual mais elevado. Os lançamentos recentes são em sua maioria inspirados nas jaquetas Tang, com releituras modernas e estilizadas, mas mantendo a estrutura, o colarinho mandarim e, claro, o fechamento clássico. O mercado vintage também oferece opções para quem deseja aderir, em cartela de cores variada e brocados preciosos que têm tudo para se tornar item statement do guarda-roupa.

mas e como usar o nó chinês na prática?
Naturalmente trazendo um toque mais arrumado às peças, combinar com jeans é jeito infalível de deixar o look mais atual e interessante.

Jeito instantâneo de renovar o combo jeans e camiseta, a jaqueta com detalhes de corda deixa o resultado final mais polido, sem cair na monotonia.

Em tons de pedra preciosa, destacam ainda mais o aspecto luxuoso inerente ao modelo.

Conjuntinhos com casaco no estilo são bons candidatos para quem é fã de um visual mais minimalista e clean.

Podem até substituir o terninho em momentos que você quer variar a fórmula de alfaiataria, trazendo uma proposta menos óbvia, mas igualmente elegante.

Alguns exemplos menos ornamentais oferecem um efeito sutil que eleva a composição sem exigir nenhum esforço.

Uma das maneiras de trazer uma interpretação mais interessante e autoral é variar materiais, como a versão em couro.
Em lã e tecidos mais encorpados, garantem sua praticidade o ano todo, independentemente das temperaturas.

No estilo militar, opções não faltam e têm tudo a ver com o retorno da moda dos anos 2010 que a gente já contou por aqui.
Podendo ir das alternativas mais sóbrias que ficam lindas mais ajustadas em contraponto com partes de baixo oversized.

Ou designs mais exuberantes em veludo com detalhes de plumas, aí perfeitas para serem as protagonistas do look.
