Só Por Uma Noite: entrevistamos o casal e o diretor da rom-com do ano
Imagine uma realidade que se, por 12 horas, toda pessoa solteira nos Estados Unidos fosse obrigada por lei a encontrar alguém para ficar? Essa é a premissa ousada do filme Só Por Uma Noite, a nova comédia romântica do diretor Will Gluck que já assinou sucessos como Easy A, Friends With Benefits e o recente Anyone But You.
Estrelado por Monica Barbaros e Callum Turner, o filme está com a data de estréia para 28 de Agosto, no entanto, o trailer já mostra que a produção é divertidíssima e bem nova iorquina. Enquanto o público está na expectativa da estreia, o STL conversou com exclusividade com os dois atores e o diretor, para saber um pouco mais sobre os melhores momentos dos bastidores e algumas das piores cantadas que já ouviram.
E não faltou charme e bom humor para refletir o que os fez decidir participar do filme. Callum, foi a ideia da premissa ser inusitada, impossível mas ao mesmo tempo não tão longe da realidade foi o que lhe atraiu no roteiro. Já Monica, revelou que sua primeira reação ao ouvir o conceito foi quase que um choque “como assim?”, mas depois não conseguia parar de imaginar como seria aquele mundo. O fato principal, no entanto, foi trabalhar ao lado de Will Gluck, pois sabiam que o set seria divertido.

Will explica que o que torna Só por Uma Noite diferente de qualquer outra rom-com é que foge do usual, onde se perde muito tempo com a procrastinação ou dúvida. A premissa coloca todos no mesmo barco, “O relógio é seu inimigo”, disse ele, “então tudo fica visceral, humano, sem tempo para contemplar”.
elenco explica por que essa rom-com é diferente
STL: O que tem de especial nessa premissa que faz ela funcionar como rom-com?
Will Gluck: A maioria dos rom-coms, incluindo alguns dos meus, depende de mal-entendidos, conversas espionadas, aquelas coisas todas que Shakespeare inventou e a gente nunca parou de usar. Você fica na plateia pensando: “Vai lá falar com ela, pelo amor de Deus.” O que Travis Braun criou nesse roteiro resolve exatamente isso. Todo mundo está na mesma situação, o tempo está correndo, e não há espaço para a dúvida. Isso faz com que tudo o que os personagens fazem faça sentido de um jeito que raramente vemos.
STL: E como vocês descrevem a dinâmica do casal que interpretam?
Callum Turner: É um conceito de alto impacto, ligeiramente fora do que estamos acostumados. Mas o que realmente me atraiu foi o Will. Easy A, Friends With Benefits, Anyone But You estão entre as melhores comédias românticas que existem. E poder trabalhar com a Monica foi um bônus enorme. Esses dois fatores juntos foram meus motivos principais.
Monica Barbaros: Eu diria exatamente o mesmo, Will e Callum são um time dos sonhos. A premissa me pareceu louca quando ouvi pela primeira vez, mas aí você começa a imaginar: e se fosse eu? O que eu faria? E é isso que faz um filme ser realmente divertido, ter uma premissa que te puxa para dentro.
STL: Falando em pressão de uma noite só, qual a pior cantada que vocês já ouviram na vida real?
Monica Barbaros: Eu fiz faculdade em Nova York, então ouvia cantadas o tempo todo na rua. Você fica meio imune com o tempo. Mas um dia eu estava carregando uma garrafona de água e um cara passou e falou: “Agua realmente faz bem para o corpo” Eu fiquei tão desarmada pela criatividade que parei, dei risada e continuei andando.
Callum Turner: A minha não foi comigo, foi com um amigo num restaurante. Ele disse para a garçonete que voltaria no dia seguinte. Ela respondeu: “Não, não volte amanhã, venha na terça”. Ele perguntou por quê, animado. E ela foi direta: “Porque terça eu não trabalho”. Isso sim é talento.
Will Gluck: Fico surpreso com a quantidade de cantadas que os caras usam com as mulheres que, na verdade, são pejorativas e acabam meio que menosprezando-as. Não consigo me lembrar de nenhuma específica que eu já tenha ouvido, mas definitivamente há uma sequência inteira neste filme em que você vai ouvir muitas delas.
Assista à entrevista completa no nosso canal do YouTube. E enquanto agosto não chega, vá assistir ao trailer, que já entrega a energia caótica e apaixonante de Só Por Uma Noite.

