O tailleur voltou ao topo das tendências! Saiba como usar em 2026

por Beta Weber

Um dos revivals mais inesperados do ano, o tailleur volta ao centro das atenções reformulado e surpreendentemente cool.

Lembrando que o resgate de uma coisa não significa a exclusão de outra: a alfaiataria é foco absoluto nas passarelas e os terninhos não vão a lugar nenhum, simplesmente o leque se expande e agora, além das opções com calça e bermuda, contempla os conjuntos com saia. Ironicamente, o tailleur, considerado ultrapassado por anos, é quem ressurge como proposta fresh da temporada.

O conjunto mantém a polidez inerente, mas ganha update através de comprimentos, acabamentos, cores inusitadas, shapes e personalidade. Os designers imaginam mulheres com vidas e personalidades distintas: práticas, românticas, maximalistas, minimalistas, as que priorizam funcionalidade e as que curtem sex appeal, todas têm espaço e todas usam tailleur.

A popularização do combo de casaco e saia de alfaiataria é creditada a Coco Chanel e figura entre os ícones da maison, não é por acaso que Matthieu Blazy vem se concentrando em colocá-lo em primeiro plano.

Reprodução/GoRunway

Na coleção Cruise, ele vem levemente desconstruído com o clássico logo dos Cs cruzados em destaque. 

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Mais versões rolaram no desfile Inverno 26: Em brocado floral, com camisa mais longa que o casaco e usada por fora da saia. 

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Com cintura caída no melhor estilo la garçonne idealizado pela fundadora Coco.

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Na alta-costura, a saia chega alongada e o rigor do corte e o tweed preto são iluminados pelos botões e broche em jade.

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Elsa Schiaparelli sempre foi entusiasta do conjunto e fazia questão de incluir algum elemento inesperado no design dos seus. Daniel Roseberry honra a tradição e na coleção mais recente, apostou em saia escultural, além dos botões trabalhados, outra marca registrada da maison.

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Christian Dior foi um dos responsáveis por introduzir os modelos estruturados com seu new look no final dos anos 40. Jonathan Anderson vem reinventando a Bar Jacket e outras assinaturas da casa e, aqui, opta por um tailleur com mini saia. Uma visão mais jovem da proposta.

Muito associados à década de 80 e o power dressing da entrada da mulher no mercado de trabalho corporativo, as versões com ombros marcados e elementos do guarda-roupa masculino também dominaram.

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Na Jean Paul Gaultier, a silhueta é afiada e a gravata o acessório fundamental.

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Oversized, utilitário e em tom de pedra preciosa na Mugler.

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Com bolsos estratégicos, mais estéticos do que funcionais, por Haider Ackermann na Tom Ford.

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Se você imediatamente pensou em algo sem graça, calma aí, na The Row, o uso de sobreposições e o cinto criando quase um peplum impedem que o resultado fique monótono.

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O clima soturno e a silhueta bodycon foram as escolhas de Demna no Inverno 26 da Gucci.

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Na Balmain, Antoine Tron imaginou o tailleur em couro trabalhado com toques de dourado e fenda.

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Aliás, quando se trata de styling para modernizar o look, na passarela da Joseph, o cinto com fivela marcante foi o elemento escolhido, introduzindo um espírito western sofisticado.

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Na McQueen, ecos vitorianos e um clima indie sleaze permeiam a visão. 

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Sandy Liang ousou na escolha do material, criando o tailleur em moletom, unindo o conforto do loungewear à elegância da alfaiataria.

Ufa, agora que a gente passou pelo que os estilistas e marcas estão sugerindo, vamos ver como a tendência vem sendo usada na prática.

Justamente pela fama de certinho e sua construção refinada, a abertura para brincar com elementos é maior. O segredo é abandonar a lógica de que o tailleur é sinônimo de algo conservador ou sempre business e se aventurar.

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Billie Eilish é um ótimo exemplo de como expandir o repertório fashion sem abandonar seu estilo pessoal, trazendo um mood bibliotecária com toques de cor.

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Ele é uma alternativa subestimada para looks de festa: escultural, em cetim e detalhes bordados.

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Todo de renda e elevado por babados, olhando esse look da Emma Chamberlain, dá para imaginar uma noiva usando para cerimônia civil ou uma festa menos pomposa.

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Ele pode ser curtinho e marcar a cintura, remetendo à vibe 60s. O acabamento de pelúcia enriquece as peças.

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Aliás, Kendall Jenner é fã e nos mostra uma outra forma de aderir: saia na altura do joelho de cintura baixa com jaqueta cropped, super 90s e sem esforço.

@danixmichelle (Reprodução/Instagram)

O clima Wall Street ganha update, como demonstrou Hailey Bieber em modelo sob medida da Calvin Klein, o truque para fugir do ar demasiadamente sério é deixar alguns botões abertos, criando um desenho diferente.

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O tailleur vai bem usado aberto com camisa por baixo; uma blusa também funcionaria. Usar o casaco como terceira peça amplia a versatilidade do conjunto.

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Botões trabalhados e corte boxy remetem ao glamour oitentista e deixam a produção mais especial.

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A atitude faz toda diferença; optar por um cabelo mais bagunçadinho e acessórios modernos quebra aquele espírito antigo e deixa tudo mais natural e cool.

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A estampa vichy tem caráter retrô, mas o decote profundo adiciona uma feminilidade um pouco subversiva.

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Um jeito interessante de deixar o visual menos sério é montar a sua própria versão do tailleur, escolhendo saias e blazers diferentes, variando tons, texturas ou estampas. O ato permite que você adapte a tendência, automaticamente deixando a composição com a sua cara.