A gente anda com vontade de um pouco mais de cerimônia na hora de vestir. O athleisure veio para ficar, mas como sempre ocorre, um movimento contrário visa resgatar certa formalidade, de uma forma mais intuitiva, sem renunciar ao luxo. Culpe a nostalgia que continua permeando a moda (e o mundo), ainda ressaca dos anos de pandemia, mas analise se chapéus, luvas, broches, tecidos nobres e um senso de ocasião não podem ser uma bela maneira de trazer mais graça e emoção ao seus looks.
O Pinterest incluiu a Opera Aesthetic nas suas previsões para 2026 e o movimento já vem sendo observado nas passarelas e na cultura pop há algum tempo. Passeando por art déco, forte influência dos anos 20 e 30, e eventos como teatro, ballet e ópera (vide o nome), a tendência tem apelo cultural, e Rosalía com seu álbum Lux também contribuiu para a curiosidade sobre o universo lírico além de seus desdobramentos visuais. Na moda especificamente, nomes como Valentino e, mais recentemente, Jonathan Anderson já assinaram figurinos para espetáculos e a Chanel é uma das maiores patrocinadoras da Ópera de Paris há anos.
O cenário global nebuloso acaba despertando o desejo por escapismo e a tentativa de romantizar a própria vida, convidando um lado mais performatico e solene ao cotidiano. Na prática, detalhes desnecessários que se tornam especiais justamente por serem excessivos, a preocupação não é por funcionalidade, mas por expressão.
A lista de itens que garantem o ar opera girl é imensa e tem grandes chances que você até já tenha algum no armário para experimentar. Pense em glamour, teatralidade, ornamentação, exercendo a arte de se vestir com prazer e um pouquinho de drama.

Começando com o mais óbvio, os modelos apelidados de casaco de ópera carregam o clima não só no título, mas também na elegância exagerada e no mood teatral que evocam graças aos tecidos luxuosos e acabamentos opulentes.

Casacos e jaquetas com detalhes de pelúcia nos punhos e na gola são imbatíveis para trazer esse glamour de outrora.

Chapéus, em particular o tipo pillbox, bem old-school são irresistíveis.

Acessórios de cabeça no geral, como pentes e passadores que ornamentam os penteados.

A echarpe franjada que pode ser usada aberta por cima de camisa ou blazer, ou quem sabe amarrada na cintura fazendo as vezes de cinto.

Franjas e broches já estão em alta há algum tempo e encontram no clima opera girl seu habitat natural.

Bordados com motivos de flora e fauna decorando peças de cetim e seda se encaixam perfeitamente no tema.

Brocados e jacquard, tecidos que instantaneamente passam a ideia de opulência.

A estola, outro item que andava esquecido, ganha revival e é pedida para dar um upgrade em produções festivas.

As capas têm lugar cativo já que imediatamente remetem a vestimentas históricas. Não é por acaso que elas aparecem como relevantes nesse contexto já que acomodam bem mangas volumosas e bordados, sinônimo da estética.

As clutches e bolsas menores a tiracolo são as eleitas para incorporar o clima noturno.

Bordados delicados e canutilhos conferem um toque de preciosidade às composições.
Em materiais nobres e com detalhes como franjas e bordados, tiram um look simples do básico. O acabamento com franjas eleva ainda mais o nível de teatralidade.

A febre dos bag charms também acompanha, mas a escolha aqui é por um tassel, uma das estrelas do mood.

Ele por sinal, também vai parar no acabamento de jaquetas e igualmente nos colares e brincos.
Impossível não falar nas luvas longas, um dos itens campeões quando se trata do visual ópera, e indiscutivelmente sofisticadas. O segredo está nos detalhes como adicionar uma pulseira ou anel por cima delas para amplificar o efeito.

Pérolas são um clássico e os colares longos trazem aquele toque lânguido que é a cara da estética.

Plumas também figuram e seu papel principal é arrematar peças, seja em forma de broche ou enfeitando o sapato.

Na beleza, a maquiagem à luz de velas (candle light make up) é a tradução perfeita. Priorizando pele iluminada, acabamento difuso e um ar etéreo, quase de sonho.
